Maduro responde a expulsão de embaixador e manda embora encarregado de negócios do Peru

Na sexta-feira, governo peruano deu cinco dias para que embaixador da Venezuela deixasse o país; Caracas disse que tomou atitude por 'lamentável obrigação'

O governo da Venezuela decidiu nesta sexta-feira (11/08) expulsar o encarregado de negócios da embaixada do Peru em Caracas após a decisão do Executivo peruano de mandar embora do país o embaixador venezuelano em Lima, Diego Alfredo Bellavia.


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"Em virtude da medida adotada pelo governo do Peru, nos vemos na lamentável obrigação de expulsar o encarregado de negócios do Peru na Venezuela, que terá cinco dias para abandonar nosso país", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela em comunicado.

A nota afirma que o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, se tornou um "inimigo da pátria de Bolívar ao interferir continuamente nos assuntos internos da Venezuela, pretendendo minar as históricas relações bilaterais entre nossos povos, além de tentar torpedear o avanço da união latino-americana".

O governo de Maduro indicou, além disso, que o embaixador do país no Peru já está na Venezuela e garante que continuará "aprofundando as relações com o heroico povo peruano apesar das astuciosas ações da elite que governa o Peru".

Agência Efe

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"A verdade vontade de união latino-americana não poderá ser afetada por decisões mesquinhas e destemperadas que violentam o direito internacional e a autodeterminação dos povos, promovidas pelo imperialismo", completa a nota oficial.

Mais cedo, em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Peru havia anunciado a expulsão do embaixador venezuelano em Caracas por causa de uma nota de protesto da Venezuela ao que o Peru considerou como “ruptura da ordem democrática promovida pelo governo de Maduro”.

O governo peruano deu cinco dias para que o embaixador deixasse o território do país.

A Chancelaria peruana informou que considerou como "não recebida a nota de protesto do governo da Venezuela sobre a Declaração de Lima por conter termos inaceitáveis".

A Declaração de Lima, assinada na última terça-feira por chanceleres de 17 países da América Latina e do Caribe, incluindo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, afirmou que a ordem democrática na Venezuela foi “rompida”. Além disso, o texto ressalta que ações tomadas pela Assembleia Nacional Constituinte não serão reconhecidas.

No comunicado divulgado nesta sexta, o governo do Peru reafirmou sua "firme disposição de continuar contribuindo para a restauração da democracia na Venezuela". 

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