Constituinte vai agir contra empresários que não respeitarem preços máximos de produtos, diz Maduro

Presidente venezuelano afirmou que 'batalha pela produtividade', 'pela distribuição justa dos produtos', fará com que 'não haja mais escassez' no país

A Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela vai tomar medidas para que o controle de preços no país, que estabelece um valor máximo para os produtos, seja respeitado e aplicará uma "justiça muito severa" a quem burlar esses regulamentos, anunciou neste domingo (20/08) o presidente, Nicolás Maduro.


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"Uma comissão especial da Constituinte está trabalhando diretamente comigo e na próxima semana, que começa amanhã [segunda-feira], será informado um conjunto de ações para que se respeite o preço máximo dos produtos e um conjunto de ações de Justiça, digamos, muito severa, que vão sacudir a sociedade", disse.

Em entrevista ao jornalista José Vicente Rangel, no canal Televen, Maduro disse que não "treme o pulso" ao tomar medidas deste tipo e acusou os comerciantes de utilizarem a cotação do dólar "criminoso" para inflacionar os preços dos produtos e lucrar às custas do povo.

Prensa Presidencial

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Maduro se referia ao dólar vendido no mercado paralelo em câmbio não regulado, à margem das taxas do bolívar estabelecidas pelo governo venezuelano. "Eu peço ajuda, apoio, e quem não apoiar cairá na lei de todos os setores econômicos. Eu posso provar, produto por produto, a cada comerciante deste país como eles se apoiam em um dólar criminoso para prejudicar a própria sociedade, a própria economia, e isso vai acabar", afirmou Maduro.

O presidente afirmou que a "batalha pela produtividade", "pela distribuição justa dos produtos", fará com que "não haja mais escassez". Segundo Maduro, esta é a "batalha mais dura" da Revolução Bolivariana, iniciada em 1999 por Hugo Chávez.

A Venezuela sofre uma escassez generalizada de diversos alimentos e outros produtos básicos como medicamentos, além de ter uma das inflações mais altas do mundo.

O Estado venezuelano monopoliza o fluxo de moedas sob um controle de câmbio desde 2003 e aumentou os filtros para a cotação das moedas estrangeiras nos últimos cinco anos devido à crise econômica no país, agravada pela queda dos preços do petróleo.

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