Angela Merkel vence eleições alemãs com 33,5% dos votos

Chanceler reconheceu que gostaria de 'um resultado melhor' e ser necessário reconquistar eleitores da ultradireita; pela primeira vez a AfD chegou ao parlamento alemão

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A aliança conservadora formada pela União Democrata-Cristã (CDU), da chanceler alemã, Angela Merkel, ganhou neste domingo (24/09) as eleições com 33,5% dos votos, 12% a mais que o Partido Social Democrata (SPD), conforme a pesquisa de boca de urna feita pela emissora pública de TV "ZDF". A ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD) ficou no terceiro, com 13%.

O Partido Liberal estaria com 10%, conforme os números divulgados pela rede de TV no fechamento dos locais de votação, enquanto as legendas A Esquerda e Os Verdes empatariam, com 9%.

A chanceler alemã, Angela Merkel, admitiu que queria "um resultado melhor", apesar de conseguir ser reeleita para um quarto mandato e se comprometeu a "reconquistar" o eleitor da ultradireitista Alternativa para a Alemanha.

Agência Efe

Merkel admitiu que é necessário reconquistar eleitorado que votou na ultradireita


"Atingimos o objetivo estratégico", afirmou a líder conservadora, na sede da União Democrata-Cristã (CDU), destacando que nenhuma outra formação, fora a sua, poderá tentar formar uma coalizão de governo.

Agora, conforme disse, a aliança buscará "conversas tranquilas" com "outros parceiros" para tentar formar uma coalizão de governo estável. 

O candidato do Partido Social-Democrata, Martin Schulz, reconheceu a derrota na votação e afirmou que fará oposição ao governo Merkel. O SPD compôs o governo do CDU por quatro anos.

Entrevistado pela emissora pública alemã após um breve pronunciamento para os eleitores, Schulz disse ter "total apoio" da direção do SPD para continuar na liderança do partido e renová-lo.

Para os militantes do SPD, após a divulgação dos primeiros resultados de boca de urna que indicavam que o partido teve 21% dos votos, o pior resultado desde a Segunda Guerra Mundial, Schulz alertou para a "fratura" representada pela entrada no Bundestag, parlamento alemão, da ultradireitista AfD.

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"Falhamos no nosso objetivo", reconheceu Schulz, que avaliou que o SPD não conseguiu convencer a base eleitoral tradicional do partido, alertando também sobre a "impressionante força" da AfD, um fato que "nenhum democrata pode deixar de lado".

Schulz, que também citou a queda dos votos obtidos pelo partido de Merkel no pleito, indicou que a chegada de mais de 1 milhão de refugiados na Alemanha ainda causa tensão no país.

"Lutaremos veementemente e com todas as nossas forças contra a extrema direita", prometeu o ex-presidente do parlamento europeu.

Ultradireita no parlamento alemão

A AfD entrou pela primeira vez no Bundestag.

"Esse governo que proteja, porque iremos atrás dele. Recuperaremos o nosso país e o nosso povo. Mudaremos esse país", alertou Alexander Gauland, candidato da AfD nas eleições, em seu primeiro pronunciamento depois do fechamento das urnas na Alemanha.

O líder da extrema direita afirmou que o partido obteve esses resultados graças ao seu idealismo e que pensa que as pessoas enfim terão de volta um lugar no Bundestag.

"Somos claramente a terceira força política no Bundestag", afirmou, por sua vez, o copresidente da AfD, Jörg Meuthen.

Após a divulgação dos resultados de boca de urna, cerca de cem pessoas se reuniram na praça de Alexanderplatz, onde a AfD celebra o sucesso nesse pleito, gritando palavras de ordem contra o partido de extrema direita em meio a um forte esquema de segurança.

A AfD, que nasceu em 2013 como um partido contrário à União Europeia, ficou fora do parlamento nas eleições do mesmo ano. Com a crise migratória e a grande chegada de refugiados na Alemanha, a legenda transformou o discurso antieuropeu em xenofobia.

*Com informações da EFE.

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