URSS poderia ter construído 'novo modelo doutrinário' pós II Guerra Mundial, diz Breno Altman

Em Simpósio sobre Revolução Russa, fundador do site Opera Mundi afirma que União Soviética não realizou mudanças políticas possíveis após conflito mundial; 'necessidade virou virtude', disse Altman

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O fundador do site Opera Mundi, Breno Altman, disse nesta sexta-feira (06/10) que a União da Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) poderia ter construído um "novo modelo doutrinário" após o término da II Guerra Mundial, mas não o fez.


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"Após a II Guerra Mundial, poderia ter se construído um novo modelo doutrinário, mas isso não aconteceu", disse Altman durante o debate na mesa "O Stalinismo: socialismo ou anomalia histórica", no Simpósio Internacional 1917-2017 em comemoração do centenário da Revolução Russa, realizado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).

O jornalista também argumentou que, sob a direção de Joseph Stalin, "não houve uma ruptura" nas ideias do Partido Comunista da Russia, apontando para a necessidade de "analisar as circunstâncias históricas para entendermos o que se chama de stalinismo", disse.

Reprodução

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"Quem percebe a derrota da revolução mundial é o Lênin", disse Altman sobre a interrupção das práticas internacionalistas da URSS.

Ao lado do professor de história da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Darlan Montenegro, do professor de ciências políticas da Universidade Federal de Pernambuco, Marcos Guedes, e do militante socialista Waldo Melmerstein, Altman afirmou que houve repressão durante os anos em que a URSS foi governada por Stalin e que "a quebra dos ovos para se fazer a omelete causou consequências dramáticas, ao ponto que a vida crítica no país sofreu dura repressão".

Altman ainda disse que a "necessidade virou virtude", ao passo que "força e repressão se tornaram uma das políticas do Estado".

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