Empresas começam a sair da Catalunha após Madri mudar lei para pressionar movimento de independência

Em um período de pouco mais de 24 horas, ao menos sete grandes conglomerados anunciaram saída da região; sábado foi marcado por manifestações contra separação

Com a mudança na lei promovida por Madri, tirando restrições a mudanças de sedes de empresas no país – feita a toque de caixa a fim de pressionar o governo catalão a desistir dos movimentos de independência - ao menos sete grandes conglomerados já anunciaram que vão deixar a Catalunha. 


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Neste sábado (07/10), a Sociedade de Águas de Barcelona (Agbar) decidiu transferir sua sede para Valência. O prédio onde ficava a empresa é um dos ícones arquitetônicos da capital catalã.

Na sexta (06/10), a empresa de energia Gas Natural Fenosa aprovou sua saída de Barcelona para Madri. Na quinta (05/10), o jornal catalão Ara informou que o conselho administrativo do CaixaBank (terceiro maior banco da Espanha) visitou o governo espanhol pedindo maior flexibilização no processo de transferência. Na noite de sexta, a CaixaBank decidiu deixar a Catalunha.

O banco Sabadell também decidiu sair da Catalunha. A empresa anunciou a mudança para a cidade de Alicante já nas próximas semanas. O seu estatuto já permitia que a mudança pudesse ser feita somente com a permissão do órgão de gestão.

Com as mudanças, afirma o jornal El País, a Catalunha deixou de ser sede de todos os seus bancos. Além das instituições financeiras, Naturhouse, Oryzon e Dogi também anunciaram que deixarão o território autônomo.

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Agência Efe

CaixaBank foi uma das empresas que decidiu deixar Barcelona

A mudança na lei atingiu as regras para mudança de sede destes conglomerados. Ao contrário de antes, em que se exigia que se submetesse a decisão de transferência aos acionistas, agora basta apenas a autorização de parte do conselho de acionistas. Desde que a norma foi alterada, não há registros de empresas trocando de sede em outras regiões da Espanha.

Manifestações

Manifestantes se reuniram em Madri neste sábado (07/10) pedindo que se abra um canal de diálogo entre o governo central da Espanha, liderado por Mariano Rajoy, e o da Catalunha, comandado por Carles Puigdemont e que fez um referendo sobre a independência da região.

Com pessoas vestidas de branco e sem bandeiras, o mote do protesto era “Podemos conversar?” O ato foi convocado pelo recém-criado movimento Hablemos/Parlem, que defende o diálogo entre espanhóis e catalães.

Outro protesto, também em Madri – este convocado pela autointitulada Fundação para a Defesa da Nação Espanhola, levou bandeiras da Espanha e classificou os movimentos de independência de “golpistas”. O grupo usou como palavras de ordem as frases "Catalunha é Espanha. Não nos enganam" e "Com golpistas não se dialoga".

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