Rajoy dá prazo até segunda para Catalunha confirmar se declarou independência, sob pena de intervenção

Barcelona já advertiu que acelerará o processo separatista se Madri apelar para o artigo 155 da Constituição, em que o governo poderá assumir as finanças da Catalunha e destituir dirigentes

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O premiê da Espanha, Mariano Rajoy, deu um prazo até as 10h da próxima segunda-feira (16/10) para o governo da Catalunha “esclarecer” se declarou independência do resto do país, informou nesta quarta (11/10) o Palácio de Moncola, sede do governo. Caso a resposta seja positiva, deu-se um prazo até quinta (19/10) para que a região volte atrás na decisão e afirme que o referendo do dia 1º do outubro foi ilegal.


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Se isso não for cumprido, ameaça o governo central, o artigo 155 da Constituição será imediatamente ativado, com aval do Senado – onde Rajoy tem maioria. Neste caso, a Espanha poderia assumir o controle das finanças da Catalunha, destituir seus dirigentes e até dissolver o Parlamento regional, convocando novas eleições.

Em pronunciamento no Parlamento regional na última terça (10/10), Puigdemont afirmou que a Catalunha conquistara o direito de ser um Estado soberano com o plebiscito separatista do dia 1º de outubro e anunciou o início do percurso para a secessão, mas o suspendeu logo depois para abrir espaço a possíveis negociações. O governo espanhol chamou o discurso de "propositadamente confuso".

Agência Efe

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Respostas catalãs

Pouco após ser notificado do prazo, o presidente catalão, Carles Puigdemont, publicou em sua conta no Instagram uma foto de um jogo de xadrez, em que uma das peças está à frente das outras, como um jogador estivesse aguardando o movimento do outro. Na legenda, Puigdemont apenas escreveu #RepúblicaCatalana.

 

⏳ #RepúblicaCatalana

Uma publicação compartilhada por Carles Puigdemont (@carlespuigdemont) em

Pelo Twitter, o vice-presidente da Catalunha, Oriol Junqueras, mandou uma mensagem a Rajoy. “Um diálogo sincero é o rogo da comunidade internacional e o que espera a Catalunha, não a confrontação e novas ameaças.”

Barcelona já advertiu que acelerará o processo separatista se Madri apelar para a intervenção. "Se aplicarem o 155, quer dizer que não querem o diálogo, e ficará claro que devemos ser coerentes com nossos compromissos", declarou o porta-voz do governo catalão, Jordi Turull.

Até o momento, a Espanha recusou todas as ofertas de negociação feitas pela Catalunha por questionar a legalidade do plebiscito de 1º de outubro. A postura do gabinete de Rajoy foi reforçada pelo pronunciamento feito pelo rei Felipe VI na semana passada, quando o monarca defendeu as ações do Estado para evitar a separação, que foram marcadas por ampla violência policial.

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