Temer não tem 'moral' para falar sobre eleições, diz Maduro após Brasil pedir auditoria nos resultados da Venezuela

'Sai o presidente não eleito do Brasil a dizer que vai liderar uma auditoria internacional. Tem moral o golpista do Brasil para vir auditar o processo eleitoral da Venezuela?', questionou

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira (19/10) que seu homólogo do Brasil, Michel Temer, “não tem moral” para falar de eleições, já que assumiu o cargo por meio de um golpe parlamentar. O Brasil, junto com outros países que compõem o chamado “Grupo de Lima”, não reconheceu os resultados do último pleito regional na Venezuela e pediu uma auditoria nos números.


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

"Sai o presidente não eleito do Brasil a dizer que vai liderar uma auditoria internacional contra o processo eleitoral. Tem moral o presidente golpista do Brasil para vir auditar o processo eleitoral da Venezuela? Daqui da Venezuela, dizemos: Fora, Temer!", disse Maduro durante a posse do novo governador do estado de Miranda, Héctor Rodríguez.

As reações internacionais de reprovação aos resultados da eleição vêm após o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) conquistar 18 dos 23 Estados em disputa, tirando alguns deles das mãos da oposição – que fala em fraude. Observadores internacionais, no entanto, atestaram a validade do processo eleitoral.

Estados Unidos

Maduro também criticou o presidente dos EUA, Donald Trump, que disse na quarta-feira (18/10) que os EUA enfrentam uma “opressão socialista” por parte do governo venezuelano.   

“Agora sou eu quem oprime o povo dos Estados Unidos. Nunca antes um presidente dos EUA havia dito essa quantidade de ataques e loucuras contra um presidente legítimo de Venezuela, nunca, em 200 anos”, afirmou.

Agência Efe

Maduro (esq.) empossou o novo governador (chavista) do Estado de Aragua, Rodolfo Torres

Premiê do Líbano volta ao país e suspende renúncia anunciada há duas semanas

Robert Mugabe renuncia ao cargo de presidente do Zimbábue, anuncia Parlamento

Nigéria: Atentado suicida em mesquita deixa ao menos 50 mortos

 

“Se o império me ataca desta forma, é porque estou cumprindo minha missão, fazendo meu trabalho, estou sendo leal aos princípios da pátria e de um povo que merece a proteção do seu governo”, prosseguiu.

Costa Rica e Canadá

Além do Grupo de Lima, Costa Rica, Canadá e Estados Unidos também fizeram declarações de que não reconhecem os resultados. O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, disse nesta quinta que San José “demonstra submissão vergonhosa aos EUA” ao atacar o processo eleitoral comandado por Caracas.

“Com seu insolente comunicado, a chancelaria da Costa Rica demonstra arrogância e ignorância absoluta sobre a realidade política venezuelana. A Costa Rica denota submissão vergonhosa ao prestar-se como instrumento do governo estadunidense para atacar a democracia venezuelana”, afirmou.

Arreaza disse que a baixa popularidade do presidente costa-riquenho Luis Guillerme Solís torna impossível que o governo do país consiga “emular vitórias eleitorais como as da Revolução Bolivariana”. “Quisera o governo da Costa contar com o contundente respaldo popular com que conta a Revolução Bolivariana na Venezuela”, prosseguiu.

Na terça (18/10), Arreaza entregou pessoalmente ao encarregado de negócios do Canadá na Venezuela, Craib Kowalik, uma carta em que protesta contra o que Caracas chama de “ingerência” de Ottawa nos assuntos internos do país.

A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, havia afirmado em um comunicado que seu país "está muito preocupado com as ações do regime venezuelano para dificultar a realização de eleições livres e justas, especialmente via o controle anticonstitucional do Conselho Nacional Eleitoral (CNE)

Na resposta, Arreaza disse que “o governo bolivariano jamais se meteu nos assuntos internos dos canadenses”. O presidente Nicolás Maduro chamou para consultas o embaixador venezuelano no Canadá, Wilmer Barrientos, em um gesto considerado de alta voltagem diplomática.

Leia Mais

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Outras Notícias

PUBLICIDADE
X

Assine e receba as últimas notícias

Destaques

Publicidade

Promoção 100 livros para os 100 anos da Revolução

Promoção 100 livros para os 100 anos da Revolução

Inspirada pela Revolução Russa, a Alameda Casa Editorial fez uma seleção de 100 livros com desconto de 20% e frete grátis. São livros que tratam da sociedade capitalista, do mercado de trabalho, do racismo, do pensamento marxista, das grandes depressões econômicas, enfim: do pensamento social que, direta ou indiretamente, foi influenciado pela revolução dos trabalhadores de 1917. Aproveite.

Leia Mais

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias