Em meio a boicote e violência, Quênia repete eleição presidencial cancelada em agosto

Após decisão do Supremo Tribunal, que cancelou o primeiro pleito ocorrido em agosto, colégios eleitorais abriram na manhã desta quinta-feira; oposição retirou candidato

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As eleições presidenciais no Quênia acontecem pela segunda vez nesta quinta-feira (26/10), após o primeiro pleito ter sido cancelado em agosto pela Suprema Corte do país, sob a acusação de que a Comissão Eleitoral havia cometido “irregularidades”.


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Os colégios eleitorais abriram nesta manhã às 6h (1h no horário de Brasília) e em alguns lugares foram registrados confrontos da polícia com a oposição, que boicotou as eleições. Alguns postos de votação não conseguiram funcionar devido a protestos da oposição. O líder da coalizão de oposição Raila Odinga se retirou da disputa e orientou seus eleitores a não votarem.

De acordo com a agência Efe, pelo menos 20 pessoas ficaram feridas nos enfrentamentos com a polícia e quatro morreram baleadas pelas forças policiais.

Segundo a agência de notícias Reuters, a polícia reprimiu manifestações nos dois maiores bairros periféricos das cidades de Nairobi, Kibera e Mathare. Em Kibera, as forças policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes da oposição e em Matahrare uma igreja foi bombardeada e um eleitor foi atacado. Em Kisumu, terceira maior cidade do Quênia e tradicional região da oposição, os colégios eleitorais ainda não conseguiram abrir as portas.

Agência Efe

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A Comissão Eleitoral decidiu que a votação em regiões onde ocorreram protestos e conflitos irá acontecer neste sábado (28/10). As quatro zonas afetadas foram Kisumu, Homa Bay, Siaya e Migori, regiões de tradiconal apoio à oposição.

Em algumas regiões a votação ocorreu normalmente. "Em duas horas, votaram 50 pessoas na minha sala. O povo virá mais tarde", disse um funcionário da Comissão Eleitoral à Agência Efe."Está sendo uma jornada pacífica e, além disso, temos segurança suficiente. Não temos medo", completou.

Raila Odinga foi o candidato perdedor nas eleições canceladas, que ocorreram em 08 de agosto. A frente opositora Super Aliança Nacional (NASA), da qual Odinga é líder, foi quem apresentou o recurso junto a Supremo Tribunal pedindo o cancelamento das eleições, alegando que os servidores da Comissão Eleitoral haviam sofrido um ataque cibernético que favoreceu a vitória do candidato governista, Uhuru Kenyatta.

Após votar, Kenyatta afirmou que “nós estamos pedindo humildemente aos eleitores que eles se tornem números maiores”. O candidato vencedor das eleições cancelas ainda disse que “como país, nós estamos cansados de elições e eu acho que é hora de seguir em frente”.

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