Hezbollah diz que sauditas declararam guerra contra Líbano ao 'interferir' na política do país

Motivo é a pressão que o grupo afirma que Riad fez para a renúncia do premiê libanês Saad al-Hariri; desde que anunciou saída do cargo, Hariri permanece na Arábia Saudita

O grupo libanês Hezbollah afirmou, nesta sexta-feira (10/11), considerar que a Arábia Saudita declarou guerra contra a organização e contra o Líbano ao promover uma “intervenção sem precedentes” na política do país. A afirmação foi feita pelo líder Sayyed Hassan Nasrallah.


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Em pronunciamento na TV, Nasrallah disse que a renúncia do primeiro-ministro libanês Saad al-Hariri foi feita por pressão saudita. Al-Hariri estava em Riad quando anunciou que deixaria o cargo na semana passada. Para o Hezbollah, o premiê está “detido” na Arábia Saudita e que seu governo ainda é legítimo.

"Vamos dizer as coisas como elas são: o homem está detido na Arábia Saudita e proibido, até o momento, de retornar ao Líbano. Está claro que a Arábia Saudita e os oficiais sauditas declararam guerra ao Líbano e ao Hezbollah no Líbano", afirmou.

Hariri governava o país desde 2016, liderando um gabinete de união nacional que incluía o Hezbollah, principal força política libanesa e ligado ao Irã. Apesar de levar estabilidade ao Líbano, o acordo irritou Riad por causa da parceria de um aliado seu, al-Hariri, com o grupo xiita.

Em seu discurso de renúncia, Hariri sugeriu que teme por sua vida e que a atmosfera no país é semelhante àquela que existia antes de seu pai, o ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, ser assassinado, em 2005. O resultado da renúncia é a queda de um governo que tinha o Hezbollah como participante e, por consequência, um golpe no próprio papel do Irã no Líbano, nação que faz fronteira com Israel, outro adversário de Teerã na região.

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Zeinab Mohamed/Flickr CC

Líder do Hezbollah diz que Arábia Saudita declarou guerra contra Líbano

A ofensiva desenhada por Riad nos últimos dias acontece em meio a repetidas vitórias iranianas no conflito sírio, onde o país persa luta ao lado da Rússia, do próprio Hezbollah e do regime de Bashar al Assad.

Com os triunfos de Damasco tanto contra rebeldes - alguns deles apoiados pelos sauditas - como contra o Estado Islâmico, Assad tem se fortalecido cada vez mais, o que também solidifica a influência que Teerã tenta exportar para seus vizinhos.

A Arábia Saudita pediu para seus cidadãos residentes no Líbano abandonarem o país, assim como já fizera o Bahrein no último dia 5 de novembro. O Kuwait também adotou a mesma postura.

(*) Com Ansa

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