Acordo comercial entre Mercosul e UE deve ser concluído neste ano, diz ministro das Relações Exteriores

Aloysio Nunes sugeriu que negociações com União Europeia estão em fase final; acordo poderá reduzir valor da tarifa de produtos

Esteja sempre bem informado
Receba todos os dias as principais notícias de Opera Mundi

Receba informações de Opera Mundi

Após mais uma rodada de negociações sobre o acordo comercial entre o Mercosul e União Europeia, chanceleres e o vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, demostraram, nesta sexta-feira (10/11), otimismo com a conclusão do acordo ainda este ano.


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse ter a expectativa de que essa tenha sido uma das últimas rodadas antes da finalização das negociações. “Esperamos a conclusão desse acordo até o final deste ano”, disse. Segundo ele, a proposta apresentada à União Europeia inclui regras para as trocas de bens que criam um quadro jurídico favorável ao intercâmbio entre os países.  

O vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, disse que acordo com o Mercosul é de máxima importância pelas implicações comerciais e também políticas e traria benefícios ao comércio dos países envolvidos.

“Acredito que estamos muito próximos de alcançar com êxito a conclusão do acordo birregional Mercosul e União Europeia”, disse Jyrki Katainen.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Fotos Públicas (14/03/2017)

Aloysio Nunes sugeriu que negociações com a União Europeia estão em fase final

ONU e União Européia se pronunciam sobre ataque com caminhão-bomba na Somália

Empresários britânicos pedem período de transição para se ajustarem ao Brexit

"Venezuela era obstáculo para o Mercosul", afirma ministro das Relações Exteriores brasileiro

 

“O acordo se traduzirá em tarifas mais baixas ou tarifas zero para determinados produtos da pauta comercial e nos permitirá operar em torno de um conjunto de regras que regerá as relações entre União Europeia e Mercosul de forma que teremos um ambiente de negócios mais facilitado viabilizado por meio da troca comercial mais sustentável entre as duas regiões”, disse.

O ministro de Relações Exteriores da Argentina, Jorge Faurie, disse que o processo de negociação com a União Europeia está avançando e esse é o momento de acertar os enquadramentos possíveis para as negociações.

“Se assinarmos esse acordo que esperamos atingir até dezembro já conseguiremos a maior confiança para os investidores e um sinal para as empresas começarem a se preparar para ter maior comércio. É também um sinal importante para um comércio com regras, disciplina e valores”, disse Faurie.

Os chanceleres e Jyrki Katainen manifestaram a importância do acordo como uma medida contrária ao protecionismo.

Os chanceleres do Brasil, Aloysio Nunes; da Argentina, Jorge Faurie; do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa; o vice-ministro de Relações Econômicas e Integração do Paraguai, Luis Ávalos; e o vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, também se reuniram com o presidente Michel Temer. A visita de Katainen a Brasília ocorreu no momento do encerramento da 30° sessão do Comitê de Negociações Birregionais Mercosul-União Europeia.

Matéria publicada originalmente em Agência Brasil

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Outras Notícias

PUBLICIDADE
X

Assine e receba as últimas notícias

Receba informações de Opera Mundi

Destaques

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias

'Fatos alternativos' é a 'despalavra' de 2017

Termo estimula substituição de argumentos factuais por afirmações não comprovadas para manipular debate público, diz júri; iniciativa quer chamar atenção para palavras que ferem dignidade humana ou democracia

 

Sob a fumaça, a dependência

Não são apenas os fumantes que estão atrelados a um hábito do qual é difícil se livrar; o Brasil, líder global na exportação de tabaco, oculta sob os dados econômicos um quadro social de efeitos devastadores

 

Cientistas descobrem o que dizimou astecas

Após cinco séculos de mistério, equipe internacional de pesquisadores detecta bactéria, levada por europeus, que teria sido responsável pela morte de 15 milhões de pessoas em apenas cinco anos