Lagerfeld evoca Holocausto para criticar Merkel

Deutsche Welle
Em programa de TV, estilista critica chanceler federal da Alemanha por abrir o país a milhões de refugiados. Centenas de telespectadores apresentam queixas a autoridades, que analisam declarações

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O órgão regulador da mídia na França anunciou nesta segunda-feira (13/11) que centenas de pessoas fizeram queixas contra o estilista alemão Karl Lagerfeld, depois que ele compareceu a um talk show francês durante o fim de semana.

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Lagerfeld, que ocupa os cargos de diretor criativo das marcas Chanel e Fendi, provocou indignação ao evocar, no último sábado, o Holocausto para criticar a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, e sua política de boas-vindas a refugiados.

"Não se pode – mesmo que haja décadas entre eles – matar milhões de judeus para poder trazer milhões de seus piores inimigos em seu lugar", disse Lagerfeld num programa televisivo francês. "Conheço alguém na Alemanha que hospedou um jovem sírio e depois de quatro dias disse: 'O melhor que a Alemanha inventou foi o Holocausto'."

No auge da crise migratória na Europa, em 2015, Merkel prometeu oferecer refúgio aos sírios que fugiam da devastadora guerra civil em seu país – medida que polarizou a política doméstica e regional. Naquele ano, a Alemanha recebeu aproximadamente 900 mil migrantes.

picture-alliance/MAXPPP/Tiboul

Lagerfeld: "Conheço alguém que hospedou um jovem sírio e disse: 'O melhor que a Alemanha inventou foi o Holocausto'"

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"Merkel já tinha milhões e milhões [de imigrantes] bem integrados e que trabalham e tudo estava bem [...] Ela não precisava levar outro milhão para melhorar sua imagem de madrasta maléfica depois da crise na Grécia", disse Lagerfeld. "De repente, vemos a filha do pastor", acrescentou, referindo-se ao pai de Merkel, que foi pastor protestante na antiga Alemanha Oriental.

Enquanto Lagerfeld foi amplamente criticado nas redes sociais por suas declarações controversas, o órgão regulador da mídia na França comunicou que seguirá analisando o programa televisivo e as observações feitas pelo estilista alemão para determinar se há a necessidade de uma resposta das autoridades francesas.

PV/afp/dpa

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