Argentina investiga 'ruído' em área de busca por submarino desaparecido

Anomalia hidroacústica foi detectada próxima a local de contato; busca pelo equipamento militar, que tinha 44 pessoas a bordo, conta com participação de mais de 10 países

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O porta-voz da Marinha da Argentina, Enrique Balbi, informou no fim da noite desta quarta-feira (22/11) que os investigadores estão analisando uma "anomalia hidroacústica" próximo à área onde o submarino ARA San Juan fez o último contato antes de desaparecer.


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Esse "novo indício" foi registrado às 11h (hora local) do dia 15 de novembro, data do sumiço da embarcação, a cerca de 50 quilômetros ao norte do último contato, que foi feito por satélite. Essa comunicação ocorreu cerca de quatro horas antes do desaparecimento.

"A nossa Marinha havia pedido a colaboração dos Estados Unidos que, por sua vez, pediram informações para diversos órgãos que estudam os eventos hidroacústicos em todo o mundo. Após ter reunido essa informação, foi feita uma análise exaustiva e centralizada nos EUA, que pediu seu tempo. Hoje, recebemos esse novo indício", explicou Balbi.

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Mais de dez países buscam submarino argentino desaparecido

Questionado por jornalistas se o "ruído" poderia ser uma explosão, o porta-voz ressaltou que "não temos informações a respeito e não formulamos nenhuma conjectura". Agora, com essas novas informações, estão sendo feitos novos monitoramentos da área de onde veio o barulho, seguindo o modelo de "triplo controle" usado anteriormente.

Isso significa que serão usados o uso de sonares ativos e passivos, que são guiados por navios argentinos; imagens térmicas, obtidas por aviões norte-americanos; e monitoramento de possíveis anomalias magnéticas, feitas por um avião brasileiro que sobrevoa as áreas investigadas em voos mais rasantes.

Apesar das autoridades não falarem em explosões, veteranos da Marinha consultados pelo jornal La Nación, afirmam que esse ruído pode mostrar um cenário "mais sombrio", com a explosão das baterias do submarino.

A busca incessante pelo equipamento militar, que tinha 44 pessoas a bordo, conta com a participação de mais de 10 países. O temor é que, caso não tenha ocorrido uma explosão, por exemplo, os tripulantes morram por conta da falta de oxigênio no equipamento. Pelos cálculos técnicos, o suprimento de ar teria terminado nesta quarta.

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