Após protesto da Venezuela, Colômbia entrega 50 t de carne suína retida

Nicolás Maduro acusou Portugal e Colômbia de sabotagem, após países impedirem envio do alimento a tempo para as festas de fim de ano; 2,2 t do produto ainda não foram entregues

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A Colômbia autorizou a entrega de 50 toneladas de pernil de porco para a Venezuela neste sábado (30/12), após manifestações do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Para o governo da Venezuela, a entrega do produto estava sendo sabotada.


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“O que aconteceu com o pernil? Nos sabotaram. Posso nomear um país: Portugal”, afirmou Maduro. Segundo o presidente, os acordos necessários à entrega da carne estavam todos assinados, mas a entrega não era feita.

“Os portugueses se comprometeram, ficaram assustados e não enviaram os pernis”, afirmou o líder chavista Diosdado Cabello. Segundo ele, o governo norte-americano, que vem impondo uma série de sanções à Venezuela, pressionou Lisboa para que o envio da carne suína, popular nas festas de natal e ano novo, fosse atrasado. 

O ministro dos negócios Estrangeiros de Portugal havia rebatido a acusação de Maduro na última sexta-feira (29/12). Segundo ele, Portugal é uma economia de mercado em que o governo não interfere nas relações entre empresas. A Raporal, empresa que fornece os pernis para a Venezuela, alegou que o país atrasou os pagamentos. 

Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado

Nicolás Maduro acusou Portugal e Colômbia de sabotagem, após países não concretizarem envio do alimento; 2,2 toneladas do produto ainda não foram entregues 

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Retenção na fronteira com a Colômbia

Além disso, o governo venezuelano criticou a Colômbia, que teria atrasado ainda mais a chegada do produto. O país ainda retém 2,2 toneladas da carne em sua fronteira, alegando que os tramites alfandegários não haviam sido concluídos. “Há outros caminhões prontos (para sair), mas ainda não terminaram as formalidades”, afirmou a alfândega colombiana.

Maduro também acusou o presidente do Parlamento venezuelano, Julio Borges. Segundo ele, Borges está há um mês fora do país “conspirando para que ninguém venda um só produto à Venezuela, para que não chega um barco à Venezuela e para que as importações necessárias não cheguem”.

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