Inflação na Argentina supera meta do governo Macri e chega a 24,8% em 2017

Número superou em 7,8 pontos percentuais o índice de 17% prometido pelo Banco Central e pelo presidente no início do ano

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A Argentina encerrou o ano de 2017 com uma inflação de 24,8%, informou um relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) divulgado nesta semana. O número superou em 7,8 pontos percentuais o índice de 17% prometido pelo Banco Central e pelo presidente, Mauricio Macri, no início do ano.


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De acordo com o Indec, o mês de dezembro registrou um aumento de 3,1% nos preços, representando o período de inflação mais alta de 2017 no país. Segundo o jornal argentino Página 12, os aumentos de dezembro do ano passado foram impulsionados pela alta de preços dos serviços públicos, combustível e serviços pré-pagos.

O item "transportes" subiu 3,2% em dezembro. Em todo 2017, o incremento foi de 20,6%. O maior índice foi registrado na região da Patagônia, onde os preços da categoria subiram 27,1%. O governo da Argentina reajustou, no começo do ano, as tarifas de transporte público da cidade de Buenos Aires, o que deve afetar os índices de inflação de 2018 e puxar para cima outros itens. 

Reprodução/Kremlin

Número representa 7,8 pontos a mais do que o índice de 17% prometido pelo Banco Central e pelo presidente, Mauricio Macri, no início do ano

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Segundo o relatório, os itens "habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis" sofreram um aumento de 17,8% em dezembro.

O relatório também indicou uma alta de preços nos serviços de comunicação. No ano passado, os valores desses itens subiram 34,1%, sendo que os maiores reajustes dessa categoria são de aparelhos celulares e telefonia móvel.

No final de 2017, o governo anunciou mudanças nas metas de inflação para 2018, estabelecendo 15% como teto - uma elevação de cinco pontos percentuais em relação à antiga meta. Em 2016, a inflação fechou em 40,9%.

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