Polícia de Honduras reprime manifestação contra resultado eleitoral

Manifestantes acusam TSE de fraude nas eleições; Manuel Zelaya, ex-presidente do país, também foi atingido por bombas de gás lacrimogênio

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A população hondurenha nesta sexta-feira (12/01) saiu novamente às ruas de Tegucigalpa, capital de Honduras, para participar da marcha convocada pelo partido Aliança de Oposição Contra a Ditadura. Os manifestantes foram reprimidos pelas autoridades com gás lacrimogêneo. 


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A mobilização foi realizada na capital às 2h da tarde, hora local, da Universidade Pedagógica Nacional Francisco Morazán (Upnfm) à Casa Presidencial. 

Contra os resultados das eleições de 26 de novembro, o candidato da oposição Salvador Nasralla e seus seguidores declararam fraude do TSE (Tribunal Supremo Eleitoral) devido as irregularidades eleitorais registradas. Os manifestantes chegaram às ruas exigindo clareza sobre o que aconteceu, no entanto, a única resposta que receberam foi a repressão dos órgãos de segurança contra eles, resultando em 34 mortes e centenas de feridos. 

Reprodução/Facebook

Centenas de manifestantes ficaram feridos em protesto após a repressão policial 

O protesto foi realizado "contra a fraude eleitoral, os assassinatos, a libertação de prisioneiros políticos e a defesa da vitória da Aliança com Salvador Nasralla", diz o partido político em sua conta no Twitter.

Manuel Zelaya, ex-presidente derrocado em um golpe em 2009 e coordenador geral da Aliança de Oposição, que acompanhou os hondurenhos nesta sexta-feira, também foi atingido por bombas de gás lacrimogênio lançadas aos manifestantes, disse a correspondente da TeleSUR em Honduras, Gilda Silvestrucci.

 

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Cidadãos vieram às ruas em repetidas ocasiões como parte das medidas de pressão contra o governo de Juan Orlando Hernández e em defesa da vitória obtida por Nasralla nas eleições anteriores.

A Aliança pediu uma greve nacional de 20 a 27 de janeiro para exigir a renúncia de Hernandez, bem como novas mobilizações neste sábado (13/01). 
 
(*) Com Telesur

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