FARC propõe pacto de 'não violência' em campanha eleitoral e pede reunião 'urgente' com governo da Colômbia

'Acordamos convocar partidos e movimentos políticos, organizações sociais, povos étnicos, meios de comunicação, igrejas, promover e acompanhar um acordo político para a suspensão de vínculos entre violência e política', diz grupo

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A FARC (Força Alternativa Revolucionária do Comum) propôs nesta terça-feira (13/02) um pacto de não violência na campanha eleitoral das eleições presidenciais da Colômbia, previstas para acontecer em maio. O grupo ainda pediu uma reunião “urgente” com o governo do país para discutir a participação da agremiação no processo eleitoral.


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“Acordamos convocar os partidos e movimentos políticos, as organizações sociais, os povos étnicos, os meios de comunicação, as igrejas, promover e acompanhar um acordo político nacional para a suspensão de todo vínculo entre violência e política”, afirma o grupo, em comunicado.

A FARC recorda que as razões pelas quais decidiu suspender sua campanha – na qual Rodrigo Londoño (Timochenko) é candidato à presidência do país – estão ligadas ao descumprimento dos acordos de paz alcançados com o governo do presidente Juan Manuel Santos, incluindo a falta de garantias para seus líderes, que têm sido assassinados.

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“Não há garantias suficientes de segurança previstas no acordo, nem para nossos integrantes, nem para os líderes sociais, nem para as comunidades nos territórios”, diz o movimento político, criado por ex-integrantes da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP).

À onda de assassinatos, diz a organização, somam-se “eventos de sabotagem orquestrada a nossa campanha”. A FARC pede uma reunião “urgente” com o governo “a fim de organizar mecanismos e ações voltadas a gerar condições ao menos aceitáveis para nossa ação e participação políticas”.

O governo Santos, por meio do ministro do Interior, Guillermo Rivera, ofereceu “fazer algum ajuste em esquemas de proteção” e estabelecer “um canal direto de comunicação para que eles [a FARC] informem sua agenda política”.

Reprodução/Twitter

FARC quer pacto de não violência e reunião com governo da Colômbia

(*) Com teleSUR

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