Mesmo com cessar-fogo de 30 dias determinado pela ONU, ataques continuam na Síria

Observatório para os Direitos Humanos na Síria reportou que bombardeios estão menos intensos desde a decisão tomada pela ONU, mas que aéreos e de artilharia prosseguem

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Apesar de as Nações Unidas haverem determinado neste sábado (24/02) um cessar-fogo de 30 dias na guerra da Síria, novos bombardeios no enclave de Ghouta, perto de Damasco, foram registrados neste domingo (26/02). De acordo com ativistas locais, ao menos sete pessoas morreram e 30 ficaram feridas.


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O Observatório para os Direitos Humanos na Síria, sediado em Londres, reportou que os bombardeios estão menos intensos desde a decisão tomada pelo Conselho de Segurança da ONU para a trégua. No entanto, os ataques prosseguem, principalmente os aéreos e os de artilharia.

Ghouta é um entrave dominado pela oposição síria armada que tem sido atacado há semanas pelas forças de Bashar al-Assad, que recebe o apoio político da Rússia e do Irã. Em sete dias de ofensiva, mais de 500 pessoas morreram.

O chefe do Exército do Irã, general Mohammad Baqeri, disse neste domingo que a Síria "continuará" suas ações militares em Ghouta. "O Irã e a Síria respeitarão a trégua da ONU, mas o cessar-fogo não incluiu os subúrbios de Damasco em mãos de terroristas. Ali, as operações continuarão", afirmou à imprensa em Teerã.

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Combates na Síria continuam, pese cessar-fogo determinado pela ONU

A resolução aprovada pela ONU prevê o cessar-fogo de 30 dias, mas permite que as ações militares contra grupos terroristas como o Estado Islâmico (EI), a Al-Qaeda e a frente Al-Nusra continuem. Essa foi uma exigência da Rússia para não vetar o documento no Conselho de Segurança, mas lideranças políticas temem que Assad use esta brecha para prosseguir com os ataques.

Papa e líderes europeus

O papa Francisco fez um apelo hoje para que a violência seja encerrada "imediatamente" na Síria. "Este mês de fevereiro foi um dos mais violentos em sete anos de conflito na Síria: milhares de vítimas civis, crianças, mulheres, idosos foram atacados em hospitais. O povo não consegue nem comer... isso é desumano. Não se pode combater o mal com outro mal. E a guerra é um mal", criticou o líder católico.

O presidente russo, Vladimir Putin, o francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel, também pediram que os líderes envolvidos na guerra da Síria "continuem seus esforços para implementar plenamente" o cessar-fogo. 

(*) Com Ansa

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