Morre, aos 90 anos, Reynaldo Bignone, último ditador da Argentina

Após entregar o cargo ao presidente eleito Raúl Alfonsín, militar foi condenado à prisão perpétua em ao menos cinco processos por crimes contra a humanidade

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O último ditador argentino, Reynaldo Bignone (1982-1983), condenado à prisão perpétua por crimes contra humanidade, faleceu nesta quarta-feira (07/03) aos 90 anos por complicações em uma cirurgia, confirmam fontes oficiais.


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De acordo com a Secretaria Geral do Exército, o ex-militar morreu durante uma intervenção cirúrgica no quadril no Hospital Militar Central de Buenos Aires, onde se encontrava internado desde 6 de março.

Bignone foi condenado em ao menos cinco processos por crimes contra a humanidade e estava preso. Uma de suas condenações à prisão perpétua foi em 2013 por assassinato, torturas, privação ilegítima de liberdade e roubo de bebês, entre outros crimes da ditadura (1976-1983) que deixou 30 mil desaparecidos, segundo órgãos de defesa dos direitos humanos.

Reprodução

Reynaldo Bignone foi condenado em ao menos cinco processos por crimes contra a humanidade

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Em 2016, Bignone também foi condenado a 20 anos de prisão pelo desaparecimento forçado de cem pessoas durante a Operação Condor, plano de coordenação repressiva entre as ditaduras da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai com a participação dos Estados Unidos.

A última sentença à reclusão perpétua foi recebida em março de 2017, quando o militar foi julgado por delitos cometidos entre 1976 e 1977 contra internos que cumpriam serviço militar obrigatório no Colégio Militar da Nação, um órgão das Forças Armadas argentinas.

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