Professores de mais de 60 universidades britânicas param contra reforma nas aposentadorias

Caso negociações não avancem, sindicato já aprovou nova paralisação para abril e junho, durante as provas finais; com reforma, professores podem perder até R$ 45 mil ao ano

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Docentes de 64 universidades do Reino Unido, entre elas Oxford e Cambridge, estão paralisando suas atividades desde fevereiro em protesto contra uma reforma, proposta pelas instituições, nos sistemas de aposentadorias. A greve, que começou no dia 22 de fevereiro, interrompe as aulas em dias alternados e terá um novo ciclo de cinco dias de paralisação a partir da próxima segunda (12/03). 


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Nesta semana, as atividades foram paralisadas entre os dias 5 e 8 de março. Em um período de quatro semanas, compreendido entre 22 de fevereiro e 16 de março, os professores não darão aula em 14 dias.

As greves foram convocadas pelo sindicato University and College Union (UCU), que afirma que as mudanças na aposentadoria podem reduzir o valor recebido pelos professores em até 10 mil libras (cerca de R$ 45 mil) ao ano, em salários e contribuições fixas. O maior impacto seria entre os professores mais jovens, que poderiam perder até metade do que recebem hoje.

Por sua vez, a associação Universidades do Reino Unido (UUK), que representa as instituições, afirma que o novo modelo apresenta menos riscos e permite maior segurança nos investimentos. A UUK diz que, sem uma mudança no sistema de pagamento de aposentadorias, as contribuições teriam que aumentar muito. Além disso, diz o grupo, o atual déficit é de 6 bilhões de libras e as universidades têm "dever legal" de criar um plano para mitigar o que consideram ser um problema.

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Com os protestos, as universidades de Cambdrige, Manchester, St. Andrews, Oxford e Warwick, segundo o jornal The Guardian, contrariaram a UUK e disseram que iriam desistir da reforma. Por sua vez, o Imperial College afirmou que vai montar um painel independente de especialistas para analisar a questão das aposentadorias.

Cerca de 80 mil estudantes, segundo a BBC, são afetados pelas paralisações. Uma pesquisa da revista Times Higer Education mostrou que 51,8% dos alunos apoiavam o movimento. No entanto, segundo a BBC, há movimentos de estudantes que defendem a devolução das taxas pagas pelo período em que as aulas estiverem suspensas. Um aluno britânico paga, em média, quase 42 mil reais de taxas e mensalidades no país.

O sindicato já aprovou uma nova paralisação para abril e junho, durante as provas finais, caso a negociação não avance. Na semana passada, a UUK e a UCU concordaram em dialogar sobre o tema, o que está programado para acontecer na próxima semana.

Wikimedia Commons

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