Venda de armas de guerra disparou no mundo em cinco anos, diz relatório

rfi - português do brasil
Ásia-Oceania é principal região importadora (42% do total), à frente do Oriente Médio (32%); Arábia Saudita se converteu no segundo importador mundial de armas atrás da Índia

Esteja sempre bem informado
Receba todos os dias as principais notícias de Opera Mundi

Receba informações de Opera Mundi

As vendas de armas, especialmente, no Oriente Médio e na Ásia, dispararam nos últimos cinco anos, alimentadas pelas guerras e tensões, segundo um relatório do Instituto Internacional de Pesquisa sobre a Paz (Sipri), com sede em Estocolmo, publicado nesta segunda-feira (12/03).


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

Em nível mundial, as vendas das armas - em alta desde 2003 - aumentaram 10% no volume no período 2013-2017, segundo o relatório do Sipri. O setor continua dominado pelos Estados Unidos, com 34% de cota de mercado.

O informe do Sipri não se aplica às armas maiores (aviões, sistemas de defesa antiaérea, mísseis etc). A Ásia-Oceania é a principal região importadora (42% do total), à frente do Oriente Médio (32%). A Arábia Saudita se converteu no segundo importador mundial de armas atrás da Índia. Os Estados Unidos são o principal fornecedor dos sauditas (61% das importações), seguido pelo Reino Unido (23%) e a França (3,6%).

Na sexta-feira (09/03), Londres assinou com Riad um memorando para a compra pelos sauditas de 48 aviões de combate Eurofighter Typhoon. O acordo provocou debates e protestos no país. "Os conflitos violentos generalizados no Oriente Médio e o respeito pelos direitos humanos levaram a um debate político na Europa Ocidental e na América do Norte sobre a limitação da venda de armas", disse Pieter Wezeman, pesquisador do Sipri.

DVIDSHUB/Flickr CC

Venda de armas no mundo cresceu entre 2013 e 2017, diz relatório

Oregon é o primeiro estado dos EUA a aprovar lei de controle de armas após tiroteio na Flórida

Flórida aprova projeto de lei que restringe vendas de armas

 

Comércio

"No entanto, os EUA e a Europa continuam a ser os maiores exportadores de armas da região e forneceram mais de 98% das armas importadas pela Arábia Saudita", afirmou Wezeman. Na Ásia, a Índia, que, ao contrário da China, ainda não possui uma produção nacional que lhe permita ser autossuficiente, continua sendo o maior país importador de armas do continente.

A Rússia é o principal fornecedor com 62% das entregas de armas. No entanto, os EUA quintuplicaram o fornecimento ao longo do período de cinco anos. "As tensões entre a Índia, por um lado, e o Paquistão e a China, por outro lado, alimentam a crescente demanda da Índia por armas importantes, que ainda não é capaz de produzir", diz outro pesquisador do Sipri, Siemon Wezeman.

Pequim, cujas exportações de armas aumentaram 38%, é o principal fornecedor de armas para a Birmânia, onde uma campanha do exército, descrita como limpeza étnica pelas Nações Unidas, provocou o êxodo de quase 700 mil muçulmanos rohingyas desde agosto de 2017.

Outras Notícias

X

Assine e receba as últimas notícias

Receba informações de Opera Mundi

Destaques

Publicidade

Faça uma pós agora!

Faça uma pós agora!

A leitura literária é um fator importante na construção de relações humanas mais justas. Do mesmo modo, a formação de leitores críticos é imprescindível para a constituição de uma sociedade democrática.

Por isso, torna-se cada vez mais urgente a abertura de novos e arejados espaços de interlocução qualificada entre os sujeitos que atuam nesse processo, em diversos contextos sociais.

A proposta do curso é proporcionar, por meio de discussões abrangentes e aprofundadas sobre a formação do leitor literário, uma reflexão ancorada principalmente em três áreas do conhecimento: a teoria literária, a mediação da leitura e a crítica especializada.

Leia Mais

A revista virtual
desnorteada

O melhor da imprensa independente

Mais Lidas

Últimas notícias

Os supersalários das Forças Armadas

Nossa reportagem levantou todos os salários de militares e encontrou centenas acima do teto, indenizações de mais de R$ 100 mil e valores milionários pagos no exterior