Rússia chama de 'fake news' relatos de ataque químico na Síria; EUA falam em agir com ou sem ONU

Governo sírio nega que tenha executado qualquer tipo de ataque em Duma; especialista das Nações Unidas pede investigação independente

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Em reunião de emergência nesta segunda-feira (09/04) no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), a Rússia chamou de "fake news" os relatos de um ataque químico na Síria, cujo governo nega autoria. Na mesma reunião, a embaixadora dos EUA no órgão, Nikki Haley, disse que Washington vai “responder” ao suposto ataque com ou sem apoio da ONU.


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Relatos apontam que o ataque químico teria acontecido em Duma, cidade de Ghouta Oriental que abriga focos de resistência armada na Síria.

Segundo o embaixador de Moscou na ONU, Vassily Nebenzia, o caso foi montado para tirar a atenção do envenenamento do ex-espião russo Serghei Skripal, ocorrido em Salisbury, no Reino Unido. Londres culpa a Rússia pela tentativa de homicídio, mas o Kremlin nega.

Além disso, Moscou pediu que especialistas da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) viajem imediatamente para o local do suposto ataque para investigar a denúncia. "Nenhum residente confirmou o ataque químico em Duma, não há notícias nos hospitais sobre ataque químico e não foi encontrado nenhum corpo contaminado", acrescentou Nebenzia.

EUA

O embaixador também acusou os Estados Unidos, o Reino Unido e a França de realizarem uma campanha de "confronto" em relação à Rússia e à Síria. Por sua vez, Haley afirmou que o Conselho de Segurança deve "proteger o povo sírio" e garantir que a "Justiça seja feita".

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UN Photo/Mark Garten

Conselho de Segurança da ONU discutiu relatos de ataque químico na Síria

"Chegamos ao estágio em que Justiça deve ser feita aos olhos do mundo ", disse Haley, se dirigindo a membros do Conselho de Segurança da ONU.

"A história vai julgar se é neste momento que o Conselho fez o seu dever ou se demonstrou sua incapacidade total para proteger o povo sírio. Seja qual for o caso, os Estados Unidos vão responder", acrescentou.

Investigação independente

Por sua vez, o enviado especial da ONU para a Síria, o italiano Staffan de Mistura, pediu uma investigação independente. "Muitos acusaram o governo sírio, enquanto outros, inclusive a Síria, rechaçaram a denúncia, chamando-a de provocação. Essa é mais uma razão para conduzir um inquérito independente", disse.

O episódio se dá em um momento em que Bashar al Assad quase conseguiu retomar o controle total de Ghouta Oriental, restando apenas poucos focos de resistência. Em abril de 2017, outro ataque químico atribuído a Damasco (que nega) já havia feito os Estados Unidos bombardearem uma base militar síria, sob protestos da Rússia.

A ação em Duma deixou cerca de 100 mortos e foi denunciada pelos White Helmets (Capacetes Brancos), ONG de defesa civil que atua em áreas controladas por rebeldes. Segundo Damasco, foi uma armação do grupo opositor armado Jaysh al Islam, apoiado pela Arábia Saudita. 

(*) Com Ansa e RFI

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