União Europeia ameaça responder a sanções comerciais dos EUA de forma proporcional

Além disso, em comunicado, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, reforçou entendimento de que enquanto Irã respeitar acordo, a UE defenderá sua manutenção

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Os líderes dos 28 países da União Europeia (UE) se reunirão em um jantar informal nesta quarta-feira (16/05) à noite em Sófia, capital da Bulgária. A reunião seria sobre inovação e economia digital, no entanto, a saída dos Estados Unidos (EUA) do acordo nuclear e a possibilidade de sanções a empresas europeias são preocupações mais urgentes para os europeus.


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Em carta enviada aos líderes, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou que apoia "as medidas tomadas pela Comissão Europeia para garantir que os interesses da UE sejam totalmente protegidos. Isso inclui a possibilidade de responder às medidas dos EUA conforme apropriado e de maneira proporcional, em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio".

Com a saída unilateral dos Estados Unidos do acordo nuclear, os líderes europeus têm motivo para se preocupar. Além das ameaças por parte dos EUA de estabelecer sanções a empresas europeias que mantenham negócios no Irã e do receio de que o país desenvolva armamento nuclear, há ainda a preocupação com a escalada da violência no Oriente Médio, território vizinho da Europa. A preocupação aumentou após os últimos acontecimentos violentos em Gaza.

No comunicado, Tusk reforçou o entendimento de que enquanto o Irã respeitar o acordo, a UE defenderá a sua manutenção. Ele afirmou que pedirá aos líderes dos países signatários do acordo - Alemanha, Reino Unido e França - que avaliem a situação após a saída dos EUA.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, também foi convidado a se manifestar. Ele deve mostrar como os interesses das empresas europeias envolvidas na cooperação econômica com o Irã podem ser melhor preservados.

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Comissão Europeia

Donald Tusk disse que eventuais sanções dos EUA serão respondidas

Segundo Tusk, em relação às medidas comerciais dos EUA, Juncker dará um panorama. "Como sabemos, as tarifas dos EUA sobre aço e alumínio não podem ser justificadas com base na segurança nacional. Foi por essa razão que decidimos, em março, pedir a isenção permanente dessas tarifas na UE e apoiamos firmemente as medidas tomadas pela Comissão Europeia para garantir que os interesses da União Europeia sejam totalmente protegidos. Isso inclui a possibilidade de responder às medidas dos EUA conforme apropriado e de maneira proporcional, em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio. Recordando o compromisso europeu de fortes relações transatlânticas como pedra angular da segurança e da prosperidade tanto dos Estados Unidos quanto da União Europeia, sublinhamos também o nosso apoio ao diálogo sobre questões comerciais de interesse comum", acrescentou Tusk na carta encaminhada aos líderes dos 28 países da UE.

Compõem a União Europeia a Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, o Chipre, a Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, os Países Baixos, a Polônia, Portugal, o Reino Unido, a República Tcheca, Romênia e Suécia.

Os recentes acontecimentos violentos na Faixa de Gaza também serão tema do encontro. Os protestos que desencadearam os ataques de Israel contra palestinos a foram estimulados pela instalação da Embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém na última segunda-feira (14/05).

Balcãs Ocidentais

Nesta quinta-feira (17/05), haverá uma cúpula com representantes dos Balcãs Ocidentais (Albânia, Bósnia, Sérvia, Montenegro, Kosovo e Macedônia) para tratar do futuro da região e da relação com a União Europeia.

Tusk afirmou que está convencido de que a UE é o "único parceiro que se preocupa genuinamente com a estabilidade de toda a região e com um futuro próspero para os seus povos - em vez de tratá-la como um jogo geopolítico de xadrez". Ele disse ainda que os líderes europeus devem demonstrar preocupação com o desenvolvimento econômico dos Balcãs Ocidentais. "Investir em infraestrutura e conexões humanas com e na região é do interesse da UE".

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