EUA fazem lobby com 'fake news' para desacreditar Caracas na OEA, diz ministro venezuelano

Jorge Rodríguez citou reportagem em que embaixador norte-americano dizia ter votos para suspender Venezuela da OEA e chamou secretário-geral do órgão de 'sicário-geral'

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O ministro para Comunicação e Informação da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse nesta quarta-feira (06/06) que os Estados Unidos fazem lobby dentro da OEA (Organização dos Estados Americanos) contra a Venezuela fazendo uso de “fake news” (notícias falsas). A informação é da agência de notícias AVN.


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O ministro citou uma reportagem publicada no dia 03/06, em um site de notícias de Miami, em que o embaixador norte-americano na OEA, Carlos Trujillo, dizia que os EUA tinham os votos necessários para suspender a Venezuela. Nesta terça-feira (05/06), o órgão aprovou uma resolução em que desconhece o resultado das eleições do último dia 20 de maio, mas um trecho do texto que poderia levar à suspensão do país da organização não passou.

“Voltaram a fracassar. Necessitavam de 24 votos e somente obtiveram 19, um a menos do que na última das 32 vezes que tentaram agredir a Venezuela desde 2014”, afirmou Rodríguez, que chamou o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, de “sicário-geral”.

Foreign Policy

Na terça-feira, um artigo da revista norte-americana Foreign Policy defendeu abertamente um golpe militar na Venezuela para derrocar o governo de Nicolás Maduro.

O texto, que tem como título “É hora de um golpe na Venezuela”, é assinado por um ex-assistente administrativo da USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) durante o governo de George W. Bush, que ficou no poder entre 2001 e 2009. “Somente nacionalistas entre os militares podem restaurar uma democracia constitucional legítima”, afirma.

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MIPPCI Venezuela

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Resolução da OEA

A resolução da organização, que foi aprovada com 19 votos a favor, 4 contra e 11 abstenções, diz que as eleições de maio "carecem de legitimidade”, fala sobre a necessidade do que chamou de “medidas urgentes” para solucionar o “crescente número de migrantes e refugiados venezuelanos” e pedia a aplicação dos artigos 20 e 21 da Carta Democrática da Interamericana. Este último versa sobre a suspensão de um país no qual se reconhecesse que houve uma “ruptura democrática”.

O texto, sem este último ponto, precisava de maioria simples (18) para ser aprovada, o que efetivamente aconteceu. No entanto, para que os dois artigos fossem aplicados, havia a necessidade de 24 votos a favor, equivalente a dois terços do total. Caracas vê o fato como uma derrota para EUA, já que Washington não tem os votos necessários para tirar o país.

"Infelizmente estes países não podem ligar para o vice-presidente dos Estados Unidos [Mike] Pence e dizer que cumpriram a missão", disse o chanceler venezuelano Jorge Arreaza. Entre os que propuseram a resolução, estão Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Estados Unidos, México, Peru, Paraguai, Guatemala e Costa Rica.

Durante a sessão, Arreaza lembrou que a Venezuela, inclusive, já iniciou o processo para se retirar voluntariamente da organização, o que deve estar concluído até 2019. Segundo o chanceler, a OEA não ajuda mais a população latino-americana, mas sim “cria condições para o intervencionismo e a ingerência para violar o direto internacional público”.

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