Momento atual lembra volta de Getúlio Vargas ao poder em 1950, diz Lula em carta para o Salão do Livro Político

'Hoje nós enfrentamos de novo forças que não querem a democracia, não querem o desenvolvimento, não querem a soberania, não querem a inclusão social', afirmou ex-presidente

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Em carta escrita para ser lida durante o IV Salão do Livro Político, que acontece entre os dias 18 e 22 de junho, em São Paulo, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva afirmou que leu a trilogia de Lira Neto sobre Getúlio Vargas e que o atual momento político do Brasil lembra a volta do gaúcho ao cargo de presidente em 1950.


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“Tendo lido a trilogia após ter sido presidente da República, o melhor foi observar no terceiro livro da trilogia as lutas de Getúlio em sua volta ao governo pelo voto, entre 1950 e 1954. O enfrentamento com as forças que atuam contra a soberania e o desenvolvimento do país. Ao ler o livro notamos muitas semelhanças com o momento atual; que muitas dessas forças são as mesmas que atuam hoje contra o Brasil, com o mesmo discurso e as mesmas táticas”, escreveu Lula.

A carta foi lida pelo presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, nesta segunda-feira (18/06) na mesa que contou com a presença das pré-candidatas à presidência Manuela D’Ávila (PCdoB) e Vera Lúcia (PSTU).

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“A oposição que Vargas enfrentava na época era justamente contra as leis trabalhistas, a fundação da Petrobrás, da Eletrobrás, da siderurgia nacional, das bases para um desenvolvimento industrial e tecnológico do país”, continua a carta. “Hoje nós enfrentamos de novo forças que não querem a democracia, não querem o desenvolvimento, não querem a soberania, não querem a inclusão social”.

Lula ainda mencionou sua prisão e declarou que não está preso “por causa de um apartamento no Guarujá no qual nunca dormi, do qual nunca tive chave, e que jamais foi meu. O medo deles é que eu volte a ocupar o Palácio do Planalto. Lutaremos pela democracia até o fim. Pelo direito do povo brasileiro escolher quem os governa e para que a justiça seja feita”.

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

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