Trump pressionou oficiais dos EUA para planejar invasão à Venezuela, diz agência

Segundo informações da agência de notícias Associated Press, proposta de Trump foi feita durante uma reunião sobre sanções impostas pelos EUA ao governo de Nicolás Maduro

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Em reunião ocorrida em agosto de 2017, o presidente norte-americano, Donald Trump, teria pressionado funcionários do governo dos Estados Unidos a planejar uma invasão militar na Venezuela. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (04/07) pela agência de notícias Associated Press.


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A proposta de Trump teria sido feita durante uma reunião sobre as sanções impostas pelos EUA ao governo de Nicolás Maduro, e contava com a presença do ex-secretário de Estado Rex Tillerson e o antigo conselheiro de segurança nacional H. R. McMaster.

De acordo com a AP, McMaster teria se posicionado contra o presidente, expondo os riscos de uma operação militar na Venezuela, o que faria com que os EUA perdessem apoio entre os governos da América do Sul.

Por sua vez, Trump insistiu na ideia e apontou exemplos que considera bem sucedidos, como a invasão ao Panamá e a Granada durante os anos 1980.

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Segundo o oficial do governo norte-americano, ouvido pela AP de forma anônima, o presidente ainda discutiu o tema no mês seguinte, em setembro, em um jantar com líderes latino-americanos.

Durante o evento, Trump teria perguntado para os chefes de governo de quatro países da América do Sul, incluindo o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, se eles tinham certeza de que a “opção militar” não era a solução para a Venezuela, ao que os governantes teriam respondido que sim. O presidente Michel Temer estava presente na reunião.

“Opção militar”

Trump declarou em agosto de 2017 que não descartaria uma “opção militar” para a Venezuela e que, em sua opinião, o país se encontra em uma “bagunça muito perigosa”.

“Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo a opção militar se necessário”, disse.  “Temos tropas em todo o mundo, em lugares muito distantes, e a Venezuela não fica tão longe. As pessoas lá estão sofrendo, morrendo”, afirmou o presidente norte-americano.

Trump fez a declaração no dia 11 de agosto do ano passado, no seu clube de golfe de Bedminster, em Nova Jersey, após reunir-se com Tillerson, McMaster, e a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley. 

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