Ministro britânico de Relações Exteriores renuncia e aprofunda crise do governo May

Saída de Boris Johnson se segue à renúncia de David Davis, secretário do governo para o Brexit, também por insatisfações em relação ao plano da premiê Theresa May

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O governo da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, perdeu mais uma peça importante por causa do Brexit: o secretário de Relações Exteriores Boris Johnson renunciou ao cargo nesta segunda-feira (09/07), por discordâncias com o plano da premier para um divórcio "suave" com a União Europeia.


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A saída de Johnson se segue à renúncia de David Davis, secretário do governo para o Brexit, também por insatisfações em relação ao plano de May. O anúncio do secretário de Relações Exteriores chegou pouco antes de uma intervenção da primeira-ministra na Câmara dos Comuns.

Johnson foi um personagem central na campanha pelo Brexit e sua saída aprofunda a crise do governo May, que saiu enfraquecido das últimas eleições legislativas. Segundo o jornal The Guardian, especula-se dentro do governo que a premiê possa ter que enfrentar uma moção de desconfiança no Parlamento.

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Boris Johnson renunciou ao cargo de ministro de Relações Exteriores e aprofundou crise do governo May

Tanto Johnson, quanto Davis são expoentes da corrente eurocética do Partido Conservador, que se vê dividido. Ambos não aceitaram uma estratégia mais conciliadora em relação a Bruxelas, embora tenham participado das discussões sobre o plano aprovado na última sexta (06/07).

O projeto do governo britânico prevê a criação de uma zona de livre comércio com a UE, para bens industriais e agrícolas, baseada em um "regulamento comum". Além disso, o Reino Unido se compromete em "harmonizar as fronteiras" e com regras mais "flexíveis" para serviços, porém com um reconhecimento de que haverá um "menor acesso recíproco" aos mercados em relação ao status atual.

O Brexit está marcado para acontecer em 29 de março de 2019, com um período de transição até 31 de dezembro de 2020, mas os dois lados ainda não entraram em acordo sobre sua relação futura e sobre a fronteira das Irlandas.

(*) Com Ansa

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