Hoje na História: 1927 - Empresa dos EUA registra patente da geladeira doméstica

O primeiro refrigerador artificial conhecido foi demonstrado por Willian Cullen, um médico, químico e físico escocês

Esteja sempre bem informado
Receba todos os dias as principais notícias de Opera Mundi

Receba informações de Opera Mundi

Max Altman (1937-2016), advogado e jornalista, foi titular da coluna Hoje na História da fundação do site, em 2008, até o final de 2014, tendo escrito a maior parte dos textos publicados na seção. Entre 2014 e 2016, escreveu séries especiais e manteve o blog Sueltos em Opera Mundi.

Atualizada em 06/12/2017 às 14:30


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

A empresa norte-americana Servel registrou a patente de invenção de uma geladeira doméstica em 7 de dezembro de 1926 e a apresentou ao mercado poucos dias depois. Funcionando a gás, silencioso e funcional, o aparelho foi planejado e construído pelos estudantes suecos Carl Munters e Baltzar Von Platen.

Apesar da existência há milênios de depósitos de gelo úteis no verão, o primeiro refrigerador comum surgiu nos últimos anos do século 19, na forma de caixas de gelo. Quando o gelo derretia, era substituído por gelo comprado nos depósitos comerciais.

O primeiro refrigerador artificial conhecido foi demonstrado por Willian Cullen, um médico, químico e físico escocês, na universidade de Glasgow, em 1748. Cullen publicou um artigo "Do frio produzido por fluidos que evaporam, e de alguns outros meios de produzir frio", não aproveitou seus achados para nenhum uso prático.

Em 1805, Oliver Evans, um inventor norte-americano, projetou a primeira máquina de refrigeração movida a vapor, mas nunca a construiu. Seu projeto, modificado e também usando o princípio da compressão do vapor, foi construído por Jacob Perkins em 1834.

Flickr

Funcionando a gás, silencioso e funcional, o aparelho foi planejado e construído pelos estudantes suecos Carl Munters e Baltzar Von Platen

Autobiografia de Pablo Neruda é relançada no Chile com textos inéditos

Livraria Cultura compra operações da Fnac no Brasil

1954: Cessar-fogo na Indochina

 

John Gorrie, médico, cientista, inventor e humanitário, passou a vida tentando melhorar as condições de seus pacientes numa cidade da Florida, em dois hospitais. Estudava doenças tropicais e sem conhecimento de microbiologia, defendia o aterramento de pântanos e uso de redes à noite. Pregava o esfriamento dos quartos hospitalares para deixar os pacientes febris mais confortáveis. Usava gelo numa bacia suspensa no teto, valendo-se do princípio de que o ar gelado é mais pesado e descia aos pacientes até uma abertura próxima do chão. Como o gelo precisava ser trazido de barco dos lagos congelados do norte e armazenados com serragem, Gorrie construiu em 1844 um refrigerador baseado nos projetos de Oliver Evans. Ele é considerado o pai do ar-condicionado.

O primeiro refrigerador a ter sucesso mundial foi um modelo da General Eletric (Monitor-Top) de 1927. Mais de um milhão de unidades foram produzidas, muitas ainda funcionando atualmente. Essa geladeira usava dióxido de enxofre como refrigerante.

Segurança

Geladeiras no final dos anos 1800 até 1929 usavam gases tóxicos como refrigerantes. Exemplos eram a amônia (NH3), cloreto de metila (CH3CL), e dióxido de enxofre (SO2). Vários acidentes fatais ocorreram na década de 1920 com o cloreto de metila que vazava das geladeiras. A indústria da refrigeração se uniu para produzir um gás mais seguro.

Em 1928, um engenheiro norte-americano, Thomas Midgley  desenvolveu os clorofluorcarbono (CFCs) como substituto para os gases tóxicos. Produziu, especificamente, o freon (CCL2F2), que, por ser atóxico e não inflamável, foi usado também como propelente em aerossóis, e agente expansor para plásticos expansíveis, como o isopor. A partir de 1931 a DuPont passou a produzir quantidades comercialmente viáveis de Freon, e em poucos anos ele se tornou o gás refrigerante padrão para todas as geladeiras no mundo.

Apenas em 1973, os químicos norte-americanos Frank Rowland e Mario Molina, perceberam o efeito danoso dos CFCs à camada de ozônio. Baseado nesse fato, em 1º de janeiro de 1989 foi efetivado o Protocolo de Montreal, que proibiu os grandes países de produzirem CFCs, e que o resto do planeta suspenderia a produção total de CFCs até 2010.

Outras Notícias

X

Assine e receba as últimas notícias

Receba informações de Opera Mundi

Destaques

Publicidade

Faça uma pós agora!

Faça uma pós agora!

A leitura literária é um fator importante na construção de relações humanas mais justas. Do mesmo modo, a formação de leitores críticos é imprescindível para a constituição de uma sociedade democrática.

Por isso, torna-se cada vez mais urgente a abertura de novos e arejados espaços de interlocução qualificada entre os sujeitos que atuam nesse processo, em diversos contextos sociais.

A proposta do curso é proporcionar, por meio de discussões abrangentes e aprofundadas sobre a formação do leitor literário, uma reflexão ancorada principalmente em três áreas do conhecimento: a teoria literária, a mediação da leitura e a crítica especializada.

Leia Mais

A revista virtual
desnorteada

O melhor da imprensa independente

Mais Lidas

Últimas notícias

Os supersalários das Forças Armadas

Nossa reportagem levantou todos os salários de militares e encontrou centenas acima do teto, indenizações de mais de R$ 100 mil e valores milionários pagos no exterior