Hoje na História: 1952 – Senado dos EUA ratifica Tratado de Paz com Japão

Em seguida, foram aprovados Pactos de Segurança com Filipinas, Nova Zelândia e Austrália; um democrata e nove republicanos foram contra

O Senado norte americano ratifica em 20 de março de 1952 o Tratado de Paz com o Japão, mais conhecido como Tratado de São Francisco e outros três pactos de segurança destinados a manter a paz na região do Pacífico, após o término da Segunda Guerra Mundial.


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

Por 66 votos contra 10, o Senado norte-americano ratificou o Tratado de Paz, depois de repelir cinco tentativas destinadas a incluir condições e com isso adiar indefinidamente a ratificação de uma paz duradoura com a Terra do Sol Nascente. Em seguida, foram aprovados os Pactos de Segurança com as Filipinas, Nova Zelândia e Austrália. O único democrata que votou contra a ratificação do Tratado de Paz com o Japão foi o senador Pat McCarran, do estado de Nevada, que se uniu aos nove republicanos que se opuseram ao acordo.

Wikimedia Commons

Secretário de Estado dos EUA, Dean Acheson, assina tratado

Bomba da Segunda Guerra gera transtornos em Düsseldorf

Orçamento de Trump tira US$ 1 bi das redes de comunicação pública e das artes e aumenta gastos militares

G20 não cita luta contra protecionismo e mudanças climáticas, refletindo posição dos EUA

 

O Tratado de Paz deu por terminada oficialmente a guerra dos Estados Unidos contra o Japão, que foi declarada em oito de dezembro de 1941, após o ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor. O acordo foi ratificado por quinze votos a mais do que a maioria de duas terças partes necessária. Embora os Pactos de Segurança com as Filipinas, Nova Zelândia e Austrália já tivessem sido aprovados por aclamação, alguns senadores republicanos quiseram manifestar sua opinião contrária a eles, julgando ser um ato de precipitação dos parlamentares.

Após aprovar os acordos, a Comissão das Relações Exteriores do Senado ressaltou que não reconheceria as reclamações soviéticas sobre alguns antigos territórios japoneses, e que também não aprovava, por isso, o Pacto de Yalta, acordo firmado entre Roosevelt, Churchill e Stalin em fevereiro de 1945, que dividia o mundo em zonas de influência no pós-guerra.

Assim, com a ratificação do acordo de paz, os Estados Unidos nomearam, dias depois, um embaixador do Japão para selar de vez a normalização das relações diplomáticas com o esse país. O Tratado, no entanto, só passaria a entrar em vigor depois de ter sido assinado por seis das onze nações signatárias: Estados Unidos, Austrália, Canadá, Ceilão (atual Sri Lanka), França, Indonésia, Holanda, Nova Zelândia, Paquistão, Filipinas e Grã-Bretanha, coisa que aconteceu no final de abril do mesmo ano.

Também nesta data:

1602 - É inaugurada a Companhia das Índias Orientais
1727 - Morre o matemático inglês Isaac Newton
1933 - É criado o primeiro campo de concentração na Alemanha
1953 - Kruchev é escolhido para o Secretariado do Partido Comunista

Outras Notícias

X

Assine e receba as últimas notícias

Receba informações de Opera Mundi

Destaques

Publicidade

Faça uma pós agora!

Faça uma pós agora!

A leitura literária é um fator importante na construção de relações humanas mais justas. Do mesmo modo, a formação de leitores críticos é imprescindível para a constituição de uma sociedade democrática.

Por isso, torna-se cada vez mais urgente a abertura de novos e arejados espaços de interlocução qualificada entre os sujeitos que atuam nesse processo, em diversos contextos sociais.

A proposta do curso é proporcionar, por meio de discussões abrangentes e aprofundadas sobre a formação do leitor literário, uma reflexão ancorada principalmente em três áreas do conhecimento: a teoria literária, a mediação da leitura e a crítica especializada.

Leia Mais

A revista virtual
desnorteada

O melhor da imprensa independente

Mais Lidas

Últimas notícias

Mulheres começam a dirigir na Arábia Saudita

Abertura é reflexo de uma mobilização de quase três décadas em defesa dos direitos das mulheres sauditas; as primeiras campanhas pelo direito a dirigir ocorreram nos anos 1990