Rússia adverte Israel e EUA: ataque contra o Irã seria "erro muito grave"

Batalha retórica antecede a relatório da AIEA que acusa Teerã de estar próximo da bomba nuclear

 

O governo da Rússia criticou nesta segunda-feira (07/11) a possibilidade de um ataque de Israel contra as instalações nucleares do Irã. A informação de que o governo israelense planeja uma intervenção militar contra o regime de Mahmoud Ahmadinejad, publicada na última semana pela imprensa israelense, aumentou a tensão no Oriente Médio. A batalha retórica ocorre às vésperas da divulgação de um relatório da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) sobre o polêmico programa nuclear iraniano.

Segundo ministro das relações exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, o início de um conflito entre Israel e Irã seria um “erro muito grave, repleto de consequencias imprevisíveis”. O chanceler lembrou que uma intervenção militar em um país estrangeiro só é possível em dois casos: legítima defesa ou por decisão do Conselho de Segurança da ONU. As informações são da agência Reuters.

Lavrov argumentou que não há solução militar para a questão nuclear iraniana e lembrou que as recentes operações da Otan no Afeganistão e dos EUA no Iraque demonstram que guerras trazem riscos para as potências e sofrimento para a população local.

No último sábado, o presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou que um ataque contra o Irã torna-se "cada vez mais verossímil". Ontem, o jornal norte-americano Washington Post publicou reportagem na qual alega ter tido acesso ao relatório da AIEA. Segundo o jornal, a agência acusaria o governo iraniano de possuir a tecnologia necessária para produzir armas nucleares.

O chanceler Avigdor Lieberman, de extrema-direita, afirmou que o relatório demonstrará "para além de qualquer dúvida" que os objetivos do programa nuclear iraniano são militares.

A hipótese de um ataque preventivo de Israel contra as instalações nucleares do Irã ganhou força nos últimos dias, alimentada por vazamentos da imprensa sobre um debate que divide o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Segundo o jornal israelense Haaretz, a maioria dos 15 membros do gabinete de segurança se opõe, por enquanto, a um ataque. O órgão é a única instância que pode tomar essa decisão.

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