Rússia e China criticam sanções europeias contra o Irã e alertam para ameaças dos EUA
Os governos da Rússia e da China reagiram nesta segunda-feira (23/01) contra a aprovação pela União Europeia de um embargo às exportações de petróleo do Irã, como forma de pressionar o país a abdicar de seu programa nuclear.
Para a Rússia, as novas sanções não levarão o governo de Mahmoud Ahmadinejad a rever sua disposição em enriquecer urânio, cujo objetivo, segundo as potências ocidentais, seria a construção de armas atômicas. Teerã nega as acusações e diz que seu programa nuclear é pacífico.
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Decisão da União Europeia aumenta pressão contra o governo de Mahmoud Ahmadinejad por causa de seu programa nuclear
"Esta é uma linha de ação profundamente equivocada, como já disse aos nossos parceiros europeus mais de uma vez. Sob tal pressão, o Irã não vai concordar com quaisquer concessões ou quaisquer alterações na sua política”, disse o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.
Um alto funcionário do governo chinês disse à agência indiana de notícias, Ians, que o governo de Pequim teme uma escalada militar dos Estados Unidos contra o Irã, assim como ocorreu com o Iraque e o Afeganistão. Nesta segunda, navios militares norte-americanos e britânicos fizeram incursões na região do Estreito de Ormuz, entrada do Golfo Pérsico. Antes e depois do anúncio das sanções, autoridades iranianas ameaçaram fechar o canal, por onde circula metade do petróleo consumido no mundo.
Washington comemora
O presidente norte-americano, Barack Obama, parabenizou, em um comunicado, a União Europeia pela "resposta à contínua recusa do regime do Irã em satisfazer suas obrigações internacionais no que diz respeito a seu programa nuclear".
Na opinião de Obama, as medidas tomadas pelo bloco europeu "demonstram mais uma vez a unidade da comunidade internacional para responder à séria ameaça representada pelo programa nuclear iraniano" e advertiu que a pressão continuará a não ser que o país "atue para mudar seu rumo".
"Damos as boas-vindas à decisão da UE de proibir as importações de petróleo e produtos petrolíferos iranianos, congelar os ativos do Banco Central do Irã e tomar medidas adicionais contra os setores energético, financeiro e de transporte iranianos", ressaltou o comunicado americano.
Segundo Washington, as sanções já impostas pelos EUA e as novas medidas da UE "minguam as opções dos líderes iranianos e aumentam o custo de seus desafios contra suas obrigações internacionais básicas".
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