EUROPA
05/02/2012 - 19h19 | Agência Efe | Atenas

Reuniões políticas sobre mais cortes na Grécia terminam sem acordo

As decisões foram adiadas para esta segunda-feira (06)

A crucial reunião entre o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, e os principais líderes políticos do país sobre as medidas de austeridade que a comunidade internacional exige em troca de mais ajuda financeira terminaram neste domingo (05/02) sem resultados. As decisões foram adiadas para esta segunda-feira (06).

Segundo a emissora de televisão MEGA, os três partidos da coalizão de união nacional têm agora um prazo até segunda para responder a Papademos se aceitam ou não as medidas exigidas pela chamada "troika" internacional (composta por representantes do Banco Central Europeu, o Fundo Monetário Internacional, e a Comissão Europeia).

Para segunda está prevista uma nova reunião dos líderes políticos, e depois será o próprio primeiro-ministro quem informará a decisão à "troika".

Saindo da sede do governo grego, o líder do partido ultradireitista LAOS, Giorgos Karatzaferis, disse à imprensa que não está disposto "a contribuir para uma rebelião de fome que em pouco tempo será estendida a toda Europa".

Declarações similares foram dadas pelo líder do partido conservador Nova Democracia, Antonis Samarás. "Não podemos dar nosso acordo a mais recessão e mais fome", disse o líder conservador em aparente referência à exigência da "troika" de reduzir os salários no setor privado em 25%, além de reduzir a despesa em saúde em 1 bilhão de euros.

No entanto, Papademos contradisse os dois líderes da direita, e afirmou que na reunião foram alcançados alguns acordos. Concretamente, mencionou medidas de redução do gasto público pelo equivalente a 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto), e a recapitalização dos bancos locais, entre outras.

A "troika" exige a redução drástica dos salários no setor privado, a redução dos complementos de pensões e inúmeras medidas de redução do gasto público.

Tanto os sindicatos como a associação patronal, e também o governo, advertem que a adoção destas medidas provocaria ainda mais recessão e afastaria a perspectiva de recuperação econômica. 

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