EUA alegam falta de segurança e fecham embaixada na Síria
O governo dos Estados Unidos determinou nesta segunda-feira (06/02) o fechamento de sua embaixada em Damasco, capital da Síria. De acordo com o Departamento de Estado, a medida foi tomada pela preocupação com o aumento da violência no país, que há quase um ano enfrenta confrontos diários entre rebeldes insurgentes e forças de segurança leais ao presidente Bashar al Assad.
"A violência recente, incluindo as explosões de bombas em Damasco em 23 de dezembro e 6 de janeiro, causou graves preocupações no sentido que nossa embaixada não está suficientemente protegida contra um ataque armado", disse a porta voz Victoria Nuland.
O embaixador norte-americano na Síria, Robert Ford, e outros 17 funcionários da missão diplomática devem voltar a Washington, apesar de a Casa Branca informar que Ford “continua sendo o embaixador dos Estados Unidos diante da Síria e seu povo".
Além dos EUA, o Reino Unido também decidiu chamar seu embaixador na Síria “para consultas”, conforme informou o chanceler William Hague.
A decisão dos Estados Unidos ocorre dias depois de a Rússia e a China vetarem no Conselho de Segurança da ONU uma resolução contra o governo de Bashar al Assad, que é acusado pelos países ocidentais, como EUA, Reino Unido, França e Alemanha, de reprimir com violência os manifestantes que pedem sua saída do poder.
Foi a segunda vez que Rússia e China utilizaram seu poder de veto no Conselho. Os dois países temem que uma resolução das Nações Unidas seja usada como pretexto para a invasão da Síria, como ocorreu no ano passado com a Líbia. O governo russo descarta qualquer manifestação que não condene igualmente os atos de violência praticados por grupos rebeldes.
Ao mesmo tempo em que fecha sua embaixada em Damasco, o Departamento de Estado emitiu um alerta aos cidadãos americanos sobre os perigos de viajar à Síria.
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