Cientistas russos dão início a pesquisa histórica em lago na Antártida
Um grupo de cientistas russos conseguiu, após duas décadas de tentativas infrutíferas, alcançar e perfurar o lago subterrâneo Vostok, na Antártida, isolado do resto do planeta há pelo menos 14 milhões de anos e a 3.766 metros de profundidade. As informações são do jornal espanhol El País e da agência russa de notícias Ria Novosti.
Com o início das pesquisas, encerra-se uma antiga polêmica no meio científico. Muitos pesquisadores questionam a operação, alegando que a ela vai, inevitavelmente, contaminar o lago ou as amostras extraídas.
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Equipe russa ficou mais de uma semana se dar notícias durante a pesquisa na Antártida
O micro-habitat pode abrigar uma série de seres microscópicos adaptados à vida em condições extremas. O estudo serviria também como um tubo de ensaio para descobrir se há outras formas de vida similares em outros corpos do sistema solar, como Europa, uma das luas de Júpiter, que pode conter oceanos embaixo de sua superfície congelada.
A equipe Expedição Russa à Antártida, liderada por Valery Lukin, chegou a ficar mais de uma semana sem dar notícias a colegas norte-americanos com quem se comunicavam, mas voltaram a manifestar-se na segunda-feira (06/02).
“Provavelmente se trata da água mais pura e antiga do planeta. Não temos provas diretas, mas dados de que a superficie [do lago] será estéril e que, no fundo do lago, encontraremos formas de vida como termófilos e extremófilos [microrganismo que vivem em condições extremas]”, comunicou Lukin. Ainda não foram revelados dados concretos da operação.
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