Eleições presidenciais no Egito são marcadas para maio

Junta Militar só deve entregar o poder no final do mês de junho

A primeira eleição presidencial desde a saída de Hosi Mubarak do poder no Egito já tem data marcada. Nos dias 23 e 24 de maio os egípcios devem ir às urnas para o primeiro turno das eleições, segundo anunciou Farouk Sultan, presidente da Comissão Suprema das Eleições Presidenciais, nesta quarta-feira (29/02).

Sultan informou que o resultado final é esperado para o dia 21 de junho, quatro dias após o fim de um eventual segundo turno, marcado para os dias 16 e 17 do mesmo mês.

A Junta Militar, que assumiu o governo depois da saída de Mubarak em 2011, disse que irá entregar o poder para uma administração civil depois deste processo. As datas confirmam a declaração dada pelo primeiro-ministro do país, Kamal Ganzouri, no início do mês. Ele havia alertado que os militares seguiriam no poder até o fim do mês de junho, mesmo com pedidos de aceleração do processo eleitoral.

No próximo sábado (03/02), as câmaras Baixa (ou Assembleia do Povo) e Alta (ou Conselho de Shura) deverão se reunir para selecionar os 100 integrantes do parlamento membros da Assembleia Constituinte que irá regidir a nova Constituição. Só depois de submetida a Constituição a consulta popular e aprovada em referendo, a eleição presidencial poderá ser assegurada.

Farouk Sultan, presidente da Comissão Suprema das Eleições Presidenciais, afirmou estar confiante que a Constituição será escrita em tempo suficiente para a Comissão Suprema das Eleições Presidenciais aceitar os registros dos candidatos - entre 10 de março e 8 de abril - e de publicar a lista dos candidatos em 26 de abril.

O presidente da Comissão Suprema das Eleições Presidenciais afirmou ainda que não haverá monitoramento internacional das votações.

Pressão

A pressão para que o poder fosse transferido para autoridades civis aumentou no Egito no início deste mês. A morte de 70 espectadores de um jogo de futebol em Port Said fez com que levantes populares acontecessem em diversas cidades no país. A suspeita era de que a violência tivesse relação com causas políticas e as reivindicações eram resultado da insatisfação civil com a Junta Militar.

*Com informações da BBC

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