França autoriza casamento póstumo de militar morto em ataques

A noiva de Chennouf Abel, militar morto por Mohamed Mehra, recebeu a autorização do governo

A noiva de Chennouf Abel, militar morto por Mohamed Mehra, vai se casar com o companheiro. Carolin já recebeu autorização da Presidência francesa para realizar uma cerimônia póstuma. O suposto assassino de sete pessoas em Toulouse e Montauban morreu após receber cerca de de 20 tiros em uma operação de invasão das forças de elite da polícia francesa para capturá-lo.

Abel, um dos três militares mortos pelo atirador em Montauban em 15 de março, foi enterrado na quinta-feira (22/03). A mulher, grávida, teve de assistir ao funeral do noivo numa cadeira de rodas devido ao estado emocional. "Acabamos de obter autorização do governo para que a companheira de Chennouf Abel possa casar-se com ele depois de morto", informou Gilbert Collard, advogado da família de Carolin.

Ele esclareceu que já havia conseguido, em circunstâncias parecidas, autorizações para dois casamentos "de namoradas de policiais que morreram no exercício de suas funções". O procedimentoacontecerá com base no artigo 171 do Código Civil francês, que declara que o presidente "poderá, por motivos graves, autorizar o matrimônio se a noiva ou o noivo morreu depois de finalizados os requisitos oficiais que determinam o consentimento mútuo".

 

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