BRICS e demais emergentes aumentam sua participação no FMI

Fundo arrecada 430 bilhões de dólares pate serem usados em caso de emergência

O FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciou nesta sexta-feira (20/04) ter chegado à soma de 430 bilhões de dólares em arrecadações de seus países-membros. A quantia ultrapassa a meta de 400 bilhões de dólares estabelecida pela diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde, e aumenta poder de fogo do fundo para lidar, à sua maneira, com a crise econômica.

De acordo com um comunicado feito por Lagarde, o grupo dos principais países emergentes, o BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), e outros como Indonésia, Malásia e Tailândia, indicaram que concederão 72 bilhões de dólares à instituição. Esses países, no entanto, ainda não divulgaram quanto vão colaborar individualmente. O total será somado aos 362 bilhões de dólares de 12 países e do grupo da zona do euro.

"Esses países precisam voltar para casa, negociar e voltar com um número", disse a diretora-gerente durante uma entrevista coletiva em Washington.

"Estes recursos estão sendo disponibilizados para a prevenção e a resolução da crise, e para preencher as potenciais necessidades de todos os membros do FMI. Eles serão retirados apenas se necessário, e, se forem usados, serão devolvidos com juros”, informou Lagarde, em nota.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que o aporte financeiro do BRICS será conjunto e que só ocorrerá se o FMI der continuidade às reformas para ampliar o poder dos países emergentes na instituição.

O valor da contribuição de cada país ainda levará dois meses para ser definido. Dos países do Brics, apenas a Rússia decidiu o valor do repasse para o fundo: 10 bilhões de dólares.
 

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