Em viagem ao Afeganistão, Hollande volta a defender saída antecipada das tropas

“A missão de combater o terrorismo e perseguir o Talibã está perto de ser cumprida", disse Hollande

Nesta sexta-feira (25/05), o presidente da França, François Hollande, fez uma visita surpresa ao Afeganistão e ressaltou que pretende retirar ainda neste ano suas tropas do país, em oposição ao plano oficial da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que prevê a saída dos soldados até o final de 2014.

Efe

Hollande discursou nos jardins do palácio presidencial afegão

Recém-eleito, Hollande se reuniu com o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai e informou o chefe de Estado sobre sua decisão de retirar seus soldados do país antes do prazo oficial da OTAN.

“A missão de combater o terrorismo e perseguir o Talibã está perto de ser cumprida, e isso é algo que podemos nos orgulhar muito”, afirmou Hollande diante dos jornalistas presentes nos jardins do palácio presidencial afegão.

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Cerca de 3.400 soldados franceses continuam no Afeganistão. Desses, cerca de 2.000 deve deixar o país ainda este ano e o restante continuará em solo afegão para desempenhar tarefas de apoio e treinamento às forças de segurança.

“Vamos permanecer no Afeganistão, mas com um papel diferente, nossa cooperação vai focar nas frentes civis”, apontou o presidente. Aos soldados, Hollande agradeceu pelo que fizeram pelo Afeganistão e afirmou que a retirada será feita de forma “ordeira”.

“Chegou a hora da soberania afegã. A ameaça terrorista que tinha nosso território como alvo não desapareceu completamente, mas foi parcialmente suprimida”, completou o líder francês.

Na reunião dos membros da OTAN, realizada no último de semana, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que os envolvidos na missão afegã devem seguir a estratégia atual da organização. “Entrar juntos e sair juntos”, apontou a primeira-ministra alemã.

Durante o encontro, em Chicago, os chefes de Estado e de governo do G8 (EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão e Rússia) anunciaram o acordo que prevê a saída por completo das tropas até o final de 2014.

Os líderes, no entanto, ressaltaram que o país não ser “abandonado” já que os países membros da organização deverão investir 4,1 bilhões de dólares por ano para financiar as forças de segurança afegãs a partir de 2015.

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