Beatles são culpados pelo aumento do consumo de drogas, diz agência russa antinarcóticos

Para oficial do país, a elevação do consumo mundial de alucinógenos teve início quando a banda britânica visitou os ashrams indianos

WikiCommons

Os Beatles voltaram a ser vítimas da política de guerra contra as drogas nesta segunda-feira (25/06). Desta vez, o ataque partiu do chefe da agência russa antinarcóticos, Yevgeny Bryun, que alegou durante uma entrevista coletiva que um suposto aumento mundial do consumo recreativo de substâncias alucinógenas seria culpa da propaganda negativa feita pelo grupo musical ao longo da década de 1960.

"Depois que os Beatles foram ampliar sua espiritualidade nos ashrams da Índia, eles introduziram essa ideia (de mudar o estado psíquico de uma pessoa por meio do consumo de drogas) na população”, explicou Bryun. Dessa forma, "quando os mercados perceberam que poderiam fazer negócio com (os bens associados ao prazer) foi o momento em que tudo isso provavelmente começou”.

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Daí o porquê da necessidade, segundo Bryun, de medidas de combate à cultura de massa e a qualquer tipo de publicidade que faça apologia ao uso de drogas. Em 2004, Paul McCartney admitiu que os membros dos Beatles consumiram diversas substâncias narcóticas e que, mais além, experiências alucinógenas influenciaram boa parte de seu repertório musical.

Segundo o baixista e vocalista, Got To Get You Into My Life tratava de maconha e Day Tripper fazia alusão ao consumo de ácido. A mais célebre das composições narcóticas dos Beatles teria sido Lucy In The Sky With Diamonds, que faz referência ao LSD.

Músicas dos Beatles chegaram a ser banidas do território da União Soviética durante a Guerra Fria, uma vez que o Kremlin considerava suas letras como uma péssima intrusão da cultura ocidental na federação. De acordo com o jornal britânico The Telegraph, a gravadora estatal da URSS, Melodiya, chegou a anunciar que "músicos como esses, que mergulharam fundo na decadência musical, não merecem espaço nas gravações soviéticas”.

Ironicamente, o presidente russo, Vladimir Putin, é um fã declarado da banda e chegou a se encontrar em 2003 com Paul McCartney quando interpretou Back in the USSR na Praça Vermelha.

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