Bolívia nega que expulsará Coca-Cola do país

Segundo a agência estatal boliviana, houve uma má interpretação da fala do chanceler David Choquehuanca

Atualizada às 17h30

O chanceler boliviano David Choquehuanca provocou uma confusão internacional nesta quarta-feira (01/08). A divulgação de uma fala sua, anunciando o fim das operações da Coca-Cola e do McDonald’s no país, obteve repercussão internacional. Agências de notícias e publicações de todo mundo, como o site da TeleSur, Huffington Post, El Pais e Forbes, e da Bolívia, como o La Razón, deram a notícia. O Opera Mundi também publicou a informação.

De acordo com a agência estatal de notícia ABI, o governo boliviano não obrigará a Coca-Cola a deixar de operar no país. Segundo o editor-chefe da agência, Jorge Cuba, houve uma má interpretação da fala do ministro, que estaria falando em tese, baseado em seus estudos do calendário maia. 

Num evento público, ao lado do presidente Evo Morales, o chanceler falou que "o dia 21 de dezembro de 2012 marca o fim do egoísmo e da divisão”. Por essa razão “o 21 de dezembro tem que ser o fim da Coca Cola e o começo do mocochinche (refresco de pêssego)”.

A rede de fast foods McDonald’s anunciou a falência de seus restaurantes bolivianos após “14 anos de tentativas infrutíferas de se instalar na cultura local”, nas palavras de Choquehuanca. Segundo um informe da cadeia norte-americana, o McDonald’s não atua no país desde 2002. 

O ministro das relações exteriores citou o calendário maia para explicar o “fim da Coca-Cola”. O fato estaria “em sintonia com o fim do calendário maia e fará parte das celebrações do fim do capitalismo e do início da cultura da vida”.

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