Hoje na História: 1945 - Estados Unidos lançam segunda bomba atômica sobre o Japão

Imperador japonês autorizaria a rendição do país pouco tempo após o ataque

 

WikiCommons

No dia 9 de agosto de 1945, uma segunda bomba atômica é lançada no Japão pelos Estados Unidos sobre a cidade de Nagasaki. O ataque resultou finalmente na rendição incondicional do exército de Tóquio.

Mais uma vez, os norte-americanos batizaram-na com ironia: "fat man" (homem gordo). A bomba matou cerca de 70 mil pessoas e deixou 25 mil feridas. Segundo historiadores norte-americanos, o alto-comando dos Estados Unidos ameaçou atacar Tóquio caso o Japão não se rendesse. A destruição que um ataque nuclear causaria numa das maiores cidades do mundo seria incalculável.

A devastação causada em Hiroshima três dias antes não foi suficiente para convencer o Conselho de Guerra japonês a aceitar a exigência da Conferência de Potsdam de rendição incondicional. Os Estados Unidos já haviam planejado, unilateralmente e sem o conhecimento prévio dos Aliados, o lançamento de uma segunda bomba atômica. Ela estava programada inicialmente para 11 de agosto, mas o mau tempo previsto para essa data antecipou o lançamento para 9 de agosto.

À 01h56, um bombardeiro B-29, especialmente adaptado, batizado de "Bock's Car", com o seu habitual piloto no manche, Frederick Bock, levantou voo da ilha Tinian sob as ordens do major Charles W. Sweeney. Nagasaki era um importante centro de construção naval, um alvo, a juízo das autoridades militares norte-americanas, apropriado para ser destruído. A bomba foi lançada às 11h02 sobre a cidade e desencadeou uma energia equivalente a 22 mil toneladas de dinamite. As colinas que cercavam a cidade serviram para conter parcialmente a força destrutiva da bomba, mas o número estimado de mortos, quase instantaneamente, foi algo entre 60 e 80 mil pessoas. O número exato se tornou impossível de quantificar, pois a explosão desfigurou corpos e desintegrou os registros.

O general Leslie R. Groves, responsável pela organização do projeto produziu a explosão nuclear, chegou a alegar que outra bomba atômica estava disponível contra o Japão. A operação só não teria sido colocada em prática por falta de necessidade. O imperador Hiroito, a pedido de dois dos membros do Conselho ansiosos pelo fim da guerra, reuniu-se com o Conselho e declarou que “a continuidade da guerra pode apenas resultar na aniquilação do povo japonês”. O Imperador do País do Sol Nascente deu então sua permissão para que se assinasse a rendição incondicional.

Também nesse dia:

1975 - Morre o compositor russo Dmitri Shostakovich

1173 - É colocada a pedra fundamental da Torre de Pisa

Foto:

Hoje na História: 1962 - Marylin Monroe é encontrada morta em seu quarto

Hoje na História: 1890 - EUA assistem à primeira execução de um preso em uma cadeira elétrica

Hoje na História: 1945 - União Soviética declara guerra contra o Japão e ataca a Manchúria

 

Leia Mais

Outras Notícias

X

Assine e receba as últimas notícias

Receba informações de Opera Mundi

Destaques

Publicidade

Faça uma pós agora!

Faça uma pós agora!

A leitura literária é um fator importante na construção de relações humanas mais justas. Do mesmo modo, a formação de leitores críticos é imprescindível para a constituição de uma sociedade democrática.

Por isso, torna-se cada vez mais urgente a abertura de novos e arejados espaços de interlocução qualificada entre os sujeitos que atuam nesse processo, em diversos contextos sociais.

A proposta do curso é proporcionar, por meio de discussões abrangentes e aprofundadas sobre a formação do leitor literário, uma reflexão ancorada principalmente em três áreas do conhecimento: a teoria literária, a mediação da leitura e a crítica especializada.

Leia Mais

A revista virtual
desnorteada

O melhor da imprensa independente

Mais Lidas

Últimas notícias

Os supersalários das Forças Armadas

Nossa reportagem levantou todos os salários de militares e encontrou centenas acima do teto, indenizações de mais de R$ 100 mil e valores milionários pagos no exterior