Com 27 parentes no serviço público, presidente paraguaio é acusado de nepotismo

Em entrevista coletiva, Federico Franco se defendeu dizendo que parte dos familiares ocupa cargos eletivos

O presidente do Paraguai, Federico Franco, foi acusado nesta terça-feira (18/09) de nepotismo pela quantidade de parentes nomeados em seu governo e por programar o casamento de um de seus filhos na residência presidencial Mburuvicha Roga (A Casa do Chefe, em guarani).

De acordo com o jornal La Nación, que fez a denúncia, ao menos 27 parentes do presidente foram nomeados para cargos no funcionalismo público.

A informação foi desmentida por Franco, segundo o qual seus filhos e sua esposa Emilia Alfaro, atual senadora, ocupam cargos eletivos. Ele e Emilia fazem parte de uma tradicional família do Partido Liberal.

"Esta é uma forma lamentável e miserável de se mentir para a população", respondeu o mandatário, durante uma tumultuada coletiva de imprensa, na qual seus assessores tentavam evitar perguntas dos jornalistas. 

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Por sua vez, seu irmão, Julio César Franco, conhecido como "Yoyito", que já ocupou a vice-Presidência da República, ameaçou processar judicialmente um jornalista se ele publicasse que uma de suas empregadas domésticas também tinha um salário do Estado.

A repórter do La Nación, Nilza Ferreira, foi ameaçada pelo senador quando o questionou se uma empregada da família figura como empregada do TSJE (Tribunal Superior de Justiça Eleitoral).

Em relação às críticas pela festa de casamento de seu filho na sede do governo, Franco defendeu-se afirmando que elegeu o local "por razões de segurança" e que não vai utilizar dinheiro público para financiar a comemoração. 

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