Ex-militar golpista anuncia candidatura à presidência de Honduras

Romeo Vásquez Velásquez, ex-chefe das Forças Armadas hondurenhas, enfrentará esposa de Zelaya no fim do ano

Reprodução
O ex-chefe de Estado das Forças Armadas hondurenho Romeo Vásquez Velásquez lançou sua candidatura à presidência de Honduras pelo recém-criado Partido Aliança Patriótica Hondurenha. 

Um dos líderes do golpe de Estado em 2009 contra o ex-presidente Manuel Zelaya, Vásquez serviu como militar durante 37 anos e como chefe das Forças Armadas entre 2005 e 2010.

“A pátria precisa de mim, quero conduzir os destinos de Honduras como seu presidente porque tenho a firme convicção de que posso levar o país adiante”, disse nessa segunda-feira (21/01), quando lançou a candidatura.

Vásquez acrescentou que não hesitará em responder à petição de milhares de hondurenhos que “me pediram para liderar uma mudança e que façamos isso agora” e que o país não pode continuar sendo o com a maior instabilidade política da região, o mais pobre, mais corrupto e com menor desenvolvimento da América Latina.

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“Chegou o momento em que deixaremos de uma vez por todas de estar acorrentados a lutas estéreis, ideologias ou posições políticas antagônicas que nos dividem e aumentam o ódio entre nós”, afirmou. 

Na semana passada, Vásquez renunciou ao cargo de gerente da Hondutel (Empresa Hondurenha de Telecomunicações). A instituição enfrenta atualmente graves problemas administrativos.

Eleições

Em 30 de novembro de 2013, o ex-militar enfrentará oito candidatos à presidência: pelo Partido Nacional, o candidato é o presidente do Parlamento, Juan Hernández; para o Partido Liberal (que se apresenta como a maior oposição), Mauricio Villeda; pelo Partido Liberdade, Xiomara  Castro (esposa de Zelaya); pelo Partido Anticorrupção, o apresentador de TV Salvador Nasralla; pela Faper (Frente Ampla Polícia Eleitoral em Resistência), Andrés Pavón.

Em outubro de 2011, a Suprema Corte de Honduras decidiu pela suspensão definitiva do processo contra ex-membros das Forças Armadas do país acusados pelos crimes de abuso de autoridade e expatriação de Zelaya, dentro os quais Vásquez. Em 2009, o ex-presidente havia tentado demitir o militar, mas foi barrado pela Suprema Corte. Zelaya foi, então, preso e se exilou na Costa Rica.

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