Brics anunciam criação de banco de desenvolvimento próprio

Proposta é criar um estimado em US$ 100 bilhões para ajudar países emergentes com problemas financeiros

O grupo de países emergentes conhecido como Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) aprovou nesta quarta-feira (27/03), em Durban, na África do Sul, a criação de um banco de desenvolvimento comum. O anúncio foi feito nesta manhã pelo presidente sul-africano, Jacob Zuma, no último dia da reunião de cúpula entre os cinco membros.

"Decidimos criar um novo banco de desenvolvimento", declarou Zuma na sessão plenária da 5ª Cúpula anual das cinco principais economias emergentes do mundo.

A nova instituição bancária terá os mesmos moldes do Banco Mundial. Cada país que integra o bloco deverá destinar pelo menos 10 bilhões de dólares para formar o capital inicial da instituição, que deve chegar a 50 bilhões de dólares. O banco centrará as ações no financiamento de projetos de infraestrutura.

Outra proposta acordada foi a criação de um fundo, estimado em 100 bilhões de dólares, para ajudar países emergentes com problemas financeiros.

Agência Efe

Chefes de estado anunciam banco próprio do Brics. Mais de 50 bilhões de dólares vão ser investidos

Após anunciar nesta terça-feira(26) um acordo comercial com a China de cerca 60 bilhões de dólares, a presidente Dilma Rousseff disse que a criação do "Banco do Brics" vai colaborar para o desenvolvimento da região e dos demais países emergentes.

“É um banco talhado para as nossas necessidades. Temos de estreitar laços e criar mecanismos de apoio mútuos”, destacou a presidente. “É um mecanismo de estabilidade que pode criar linhas recíprocas de crédito, fortalecendo a solidez do mercado internacional.”
 

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A ideia é que a nova instituição bancária seja uma espécie de alternativa ao Banco Mundial e ao FMI (Fundo Monetário Internacional). Dilma destacou também a importância de manter uma posição de otimismo, mesmo diante das dificuldades causadas pela crise econômica internacional, que atinge principalmente os 17 países da zona do euro.

“Devemos ter o otimismo e o dinamismo, reiterar a confiança e manter uma atitude contra o pessimismo e a inércia que atingem outras regiões. Vamos responder a essa crise com vigor”, disse a presidenta que também elogiou a criação de um fundo para ajudar os países emergentes.

Na reunião de hoje entre os chefes de estado, ela ratificou que o principal desafio do Brics, agora, é superar as dificuldades econômicas e sociais para atingir o mesmo nível dos países desenvolvidos. Dilma reiterou que a crise econômica, que afeta principalmente os europeus, não pode contagiar o Brics e os países emergentes.

“Não podemos permitir que os problemas dos países avançados criem obstáculos para os nossos países. Nosso desafio é encontrar um caminho mais vigoroso”, ressaltou.

(*) Com agências de notícias

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