Hoje na História: Último imperador da China abdica do poder

Em 13 de fevereiro de 1912, o último imperador da China, Pu Yi, com apenas 6 anos, foi obrigado a abdicar sob forte pressão do presidente do conselho do governo imperial, Yuan Shih-kai. O ato se concretizou quando sua mãe leu ao soberano o édito de abdicação. A imperatriz da China tinha morrido em Pequim. Seu sobrinho-neto, Pu Yi assumira o trono com apenas 3 anos de idade.
 
Desde o outono do ano anterior, dois governos coexistiam na China: o republicano, liderado por Sun Yat-sen em Nanquim, e o governo imperial em Pequim. A abdicação de Pu Yi marcou o fim do regime imperial e instaurou definitivamente a república chinesa. A dinastia Qing, que dominara o país desde 1664, estava extinta.

Em 1911, havia eclodido uma insurreição republicana no sul da China, perto de Cantão. A revolta constituiu o fim de um domínio de dois séculos e meio da dinastia Qing (Manchu). Os chineses exigiam a criação de uma assembleia constituinte, instigados por Sun Yat-sen, fundador do Kuomitang, partido conservador que até hoje governa Taiwan. Sun regressou ao país e proclamou a república em 1º de janeiro de 1912.

Quando Sun Yat-Sen assumiu o poder, recebeu das potências ocidentais promessas de apoio financeiro e militar. Como elas não se concretizaram, percorreu o mundo em busca de assistência que nunca chegou. A indiferença dos governos ocidentais pelo reformismo de Sun marcou-o profundamente. Dizia que os ocidentais eram uma “civilização sem vergonha, a exalar astúcia por todos os poros, apodrecida numa lógica grosseira”. Sun expressava o sentimento das classes burguesas surgidas com o advento da república que não se conformavam com uma situação de colônia na prática.

O último imperador teve de sair da Cidade Proibida e iniciar uma verdadeira odisseia. Na década de 1930, foi utilizado como fantoche pelos japoneses no comando de um novo país no norte do território chinês, na Manchúria.

Em 1949, Pu Yi viu chegar a revolução e todos os símbolos relacionados ao passado imperial sofrerem intensa rejeição. O ex-monarca, que faleceu em Pequim em 17 de outubro de 1967, estava condenado a pagar pelo luxo e ostentação condenadas pelos artífices do socialismo chinês. O último dos imperadores tinha vindo ao mundo justamente numa época em que o planeta começava a passar por grandes transformações.

O filme O Último Imperador, do cineasta italiano Bernardo Bertolucci, conta esta história. A produção venceu nove Oscars em 1988, nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor fotografia, melhor direção de arte, melhor figurino, melhor montagem, melhor trilha sonora, melhor som e melhor roteiro adaptado.


*Com informações da Biblioteca Nacional de Portugal em Os Portugueses e o Oriente.
 

Outros fatos históricos do dia 13/2:

1633 – Convocado, Galileu Galilei chega a Roma para enfrentar o tribunal do Santo Ofício da Igreja Católica.

1945 - Bombardeio de Dresden, capital da Saxônia, durante a Segunda Guerra Mundial. A cidade foi arrasada pela aviação aliada, fato até hoje controvertido, visto que a Alemanha nazista já estava derrotada.

1974 - Aleksandr Soljenítsin, prêmio Nobel de Literatura pelo livro "Arquipélago Gúlag", é deportado da União Soviética.

Hoje na História: 1999 - População mundial atinge a marca de 6 bilhões de habitantes

Hoje na História: 1378 – Crise na Igreja Católica dá início ao Grande Cisma do Ocidente

Hoje na História: 1662 - Morre o pensador francês Blaise Pascal

 

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