Participação política de mulheres na América Latina é baixa, apesar das cotas

"A democracia sem as mulheres não é democracia", afirmou ex-senadora colombiana

A América Latina mostra significativos avanços na participação política da mulher, que, no entanto, ainda é muito baixa, afirmaram nesta terça-feira (20/08) mulheres esquerdistas reunidas em Honduras.

Integrantes do Mecanismo de Mulheres da COPPAL (Conferência Permanente de Partidos Políticos da América Latina e do Caribe), e de partidos membros do Foro de São Paulo participaram hoje de um encontro denominado "Avanços na participação política das mulheres na América Latina", promovido pelo Livre (Partido Liberdade e Refundação) de Honduras, do ex-presidente hondurenho deposto Manuel Zelaya.

"Apesar de o avanço em alguns casos ser real, o avanço significativo não é o que nós esperávamos, mesmo diante dos acordos internacionais assinados para estabelecer cotas de participação política de mulheres", disse a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, acrescentando que "ainda falta muito para aumentar a participação política da mulher na América Latina".

Os partidos e as organizações da sociedade civil "possuem um papel importante" na hora de promover a participação das mulheres, ressaltou Piedad no evento, do qual Zelaya participou junto com a esposa, Xiomara Castro, candidata à presidência de Honduras.

"A democracia sem as mulheres não é democracia", disse Piedad após defender que a participação feminina "não pode mais se resumir apenas à mobilização, a organizar festas e a colocar a mesa, mas a ser consciente e política".

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Xiomara destacou, por sua parte, que a democracia é "ineficaz se não servir para fornecer liberdade, igualdade e segurança humana à nossa sociedade".

As mulheres "demandam uma genuína forma de expressão e de participação política", ressaltou Xiomara, que quer chegar ao poder por meio das eleições gerais que serão realizadas no dia 24 de novembro desse ano.

A dominicana Quisquella Lora, membro da COPPPAL, declarou que na América Latina houve avanços no aumento da participação política da mulher, mas que ainda "tem muito a ser feito, porque a presença das mulheres nos postos fundamentais continua muito desigual".

A educação, segundo Quisquella, é a "chave da visibilidade das mulheres".

Quisquella destacou que é importante que a sociedade "conceba que uma mulher pode ser presidente" e pediu aos hondurenhos que elejam Xiomara Castro no pleito que terá, pela primeira vez, a participação de nove partidos políticos.

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