ONU confirma uso de armas químicas na Síria, mas não aponta responsáveis

Secretário-geral, Ban Ki-moon, acusa Bashar al Assad de cometer "muitos crimes contra a humanidade"

Atualizada às 15h49

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou nesta sexta-feira (13/09) que o relatório dos inspetores enviados à Síria deve ser divulgado na próxima semana e confirmará o uso de armas químicas em Damasco, sem, no entanto, atribuir a culpa a nenhum dos lados do conflito. Ban também afirmou que o governo de Bashar al Assad cometeu “muitos crimes contra a humanidade”.

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"Acho que o relatório vai ser esmagador, as armas químicas foram utilizadas", afirmou Ban. O secretário-geral da ONU, entretanto, não esclareceu se a responsabilidade pelo ataque de 21 de agosto foi do governo ou dos opositores. Ele disse apenas que Assad cometeu "muitos crimes contra a humanidade". 

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Segundo a agência Associated Press, Ban pensou que suas declarações em resposta a um grupo de mulheres, em uma reunião da ONU, não estavam sendo transmitidas, mas elas foram mostradas no canal de televisão da própria ONU. 

O principal representante das Nações Unidas acrescentou também que estima que no ataque de Guta Oriental, na periferia da capital síria, morreram cerca de 1.400 pessoas. Ban afirmou que acredita que os responsáveis serão levados perante a justiça.

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Na última quarta (11), um comitê de quatro investigadores da ONU já havia apresentado evidências detalhadas de crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos pelas forças pró-governo sírio e, em menor medida, pela oposição. O relatório deve ser apresentado pela Comissão de Inquérito ao Conselho de Direitos Humanos da ONU na próxima segunda (16), em Genebra.

Agência Efe

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que relatório da semana que vem acusará uso de armas químicas na Síria 

De acordo com o comitê, munidos de armas e dinheiro de potências regionais e globais, tanto o governo quanto os opositores cometeram assassinato, tortura, estupro e ataques indiscriminados a civis, sem temer futuras punições.

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Apesar de ter o cuidado de atribuir culpa tanto às autoridades quanto aos que lutam pela saída de Assad do poder, este relatório, datado de 16 de agosto, deixa evidente a disparidade e o desequilíbrio entre as duas partes do conflito. Dos nove assassinatos em massa citados, oito são atribuídos ao governo e apenas um aos oponentes. 

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As declarações de Ban vêm no segundo dia de negociações entre o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o chanceler russo, Serguei Lavrov, para analisar a proposta de Moscou de que a Síria entregue seu arsenal químico à comunidade internacional. 

Na noite de ontem, o governo de Assad aderiu ao tratado internacional que proíbe o uso de armas químicas, iniciativa chamada pelo presidente russo, Vladimir Putin, de "passo importante". Ele considera que os sírios tenham uma "intenção séria" em seguir o caminho da solução diplomática para o conflito. 

Ban, por sua vez, demonstrou satisfação pelo passo dado por Damasco e se mostrou confiante de que as conversas de Genebra entre Kerry e Lavrov conduzirão a "um rápido acordo sobre uma forma de proceder que seja apoiada pela comunidade internacional". 

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