Governo na Palestina põe fim a 7 anos de cisão entre Fatah e Hamas

ONU elogiou unidade; Israel lidera campanha para que comunidade internacional desconheça novo governo

O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, tomou juramento do novo governo de unidade nacional palestina nesta segunda-feira (02/06) na Cisjordânia. Abbas anunciou o “fim da divisão que tão grande dano causou” para a “causa nacional”.

Agência Efe

Primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, na sede da Autoridade Palestina, em Ramala

O gabinete será encabeçado pelo ex-primeiro-ministro do antigo Executivo da ANP, Rami Hamdallah, que também assumirá a pasta de Interior e o Ministério de Prisioneiros. Sua formação foi recebida como um importante passo rumo à unidade entre as partes palestinas.

A medida foi apoiada pelo mundo árabe e criticada pelo governo israelense. De acordo com a Agência Efe, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu lidera, há dias, uma campanha para pedir que a comunidade internacional não reconheça o novo governo.

A ONU, por sua vez, elogiou o processo unificador. O porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, declarou que Ban Ki-moon acredita que a unidade palestina é "um acontecimento positivo" se for em linha com os compromissos da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) sobre o reconhecimento de Israel, a renúncia à violência e a adesão a acordos prévios. Os Estados Unidos expressaram disposição a trabalhar com o novo governo.

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A Palestina reafirmou seu compromisso com a via diplomática para a solução do conflito com Israel. Apesar da histórica negativa do Hamas, Abbas garantiu que o governo irá renunciar à violência e respeitar aos acordos firmados com o país vizinho.

As facções foram divididas em 2007 pelo conflito que culminou na expulsão da OLP, dominada pelo Hamas, enquanto o Fatah manteve o poder na Cisjordânia. Após o anúncio da formação do governo de unidade, Tel Aviv suspendeu as conversas de paz que estavam sendo realizadas com os palestinos.

Eleições legislativas e presidenciais serão realizadas no prazo de seis meses. 

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