Três anos após ter deixado Iraque, EUA enviam 300 consultores militares ao país

Em pronunciamento, Obama descartou participação massiva de tropas, mas deixou em aberto "ação seletiva" para apoiar Bagdá

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira (19/06) o envio de 300 consultores militares ao Iraque para prestar assessoria ao governo local no combate do grupo extremista sunita Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL), que controla diversos pontos no norte do país. Num “esforço diplomático”, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, também será mandado ao Oriente Médio para discutir soluções com os aliados na região.

Agência Efe

Obama: até 300 consultores militares dos EUA poderão ser enviados para treinar e assessorar o Iraque 

Apenas após três anos da retirada total das tropas norte-americanas do Iraque, Obama ressaltou, entretanto, que os soldados dos EUA “não voltarão ao combate” em solo iraquiano — mas disse manter aberta a opção de uma ação militar “seletiva” caso seja necessário, como bombardeios aéreos.

"Estamos preparados para enviar um pequeno número de assessores militares americanos, até 300 deles, para avaliar como podemos treinar, assessorar e apoiar as forças de segurança iraquianas de agora em adiante", disse Obama em um pronunciamento aos meios de imprensa na Casa Branca. "Devido a nossos maiores recursos de inteligência, estamos desenvolvendo mais informação sobre potenciais alvos associados com o EIIL", afirmou Obama, cujo governo já havia cogitado até a possibilidade de realizar bombardeios aéreos com drones, conforme havia solicitado o governo de Bagdá.

Agência Efe

No Iraque, governo convocou reservista e voluntários entre a população para integrar forças de segurança

O “esforço diplomático” de Washington, que ainda está resistente em intervenções militares mais diretas, será capitaneado pelo chanceler, John Kerry, em viagem pelo Oriente Médio e Europa para consultar os aliados sobre a situação no Iraque.

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O presidente Barack Obama pediu ainda aos países vizinhos do Iraque que respeitem a "integridade territorial" e ressaltou que é de "vital interesse para todos que o Iraque não entre em uma guerra civil ou se transforme em um esconderijo seguro para terroristas". E pediu especificamente que o Irã evite passos que encorajem uma guerra civil.

Leia a tirinha do chargista norte-americano Matt Bors (versão traduzida aqui):

"Nossa posição é que o Irã pode desempenhar um papel construtivo se ajudar a enviar a mesma mensagem ao governo iraquiano que estamos enviando: de que o Iraque só superará se for inclusivo e respeitar os interesses de todos os grupos religiosos", afirmou. Em um gesto inédito em décadas, EUA e Irã, inimigos políticos de longa data, conversaram sobre a situação do Iraque, mas descartaram uma cooperação militar.

Reservistas convocados

O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, decidiu hoje convocar os reservistas do Exército para lutar contra a insurgência sunita, liderada pelos jihadistas do EIIL.

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Em um comunicado divulgado por seu gabinete, Maliki, como chefe das Forças Armadas, convocou os oficiais de categoria de general-de-brigada ou superior, e anunciou um salário de 500 mil dinares (cerca de R$ 969) para civis voluntários.

"Em vista das circunstâncias pelas quais o Iraque está passando e a reestruturação do Exército iraquiano, e mediante um processo de avaliação da situação atual das Forças Armadas, chamamos os reservistas que estão sob ordens da direção geral de Guerreros ou à espera de aposentadoria", indicou no comunicado.

(*) Com informações da Agência Efe

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