Ataques de EUA e aliados contra Estado Islâmico deixam pelo menos 50 mortos na Síria

Aviões da coalizão internacional liderada por Washington atingiram mais de 40 posições dos jihadistas; EUA dizem não ter havido comunicação "em nível militar" com Damasco

Atualizada às 11h22

Agência Efe

Bombardeios de EUA e coalizão eclodiram em território sírio na madrugada desta terça-feira

Pelo menos cinquenta pessoas morreram nesta terça-feira (23/09) após serem atingidas pelos bombardeios da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos na Síria. Os ataques direcionados contra posições do EI (Estado Islâmico) aconteceram nas províncias de Al Raqqah - local de maior concentracão dos jihadistas -, Deir ez Zor, Al Hasaka e Aleppo, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

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De acordo com informações da Agência Efe, as vítimas são em sua maioria membros da Frente al Nusra, braço da Al Qaeda na Síria. Os EUA, no entanto, anunciaram que a ofensiva internacional teria como alvo apenas o EI, sem nomear a Frente al Nusra.

Em discurso na manhã desta terça-feira em Washington, o presidente Barack Obama disse que o fato de vários países terem participado da operação – citando Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Bahrein e Catar – “deixa claro que essa não é uma batalha [contra o EI] somente dos EUA”.

Segundo Obama, mais de 40 países ofereceram ajuda contra o Estado Islâmico em ações que vão desde o treinamento de equipes em solo até o corte de fontes de financiamento dos jihadistas.

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Reprodução

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De acordo com o jornal português Público, o governo sírio foi informado sobre a operação por meio do representante do país nas Nações Unidas. Além disso, Damasco confirmou hoje que apoia e "está pronto para cooperar com qualquer esforço internacional" contra os jihadistas, desde que a "soberania nacional e as resoluções internacionais sejam respeitadas".

Porém, nesta manhã, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Jen Psaki, afirmou, no entanto, que não houve comunicação "em nível militar". "Não coordenamos nossas ações com o governo sírio. Não demos notificações prévias aos sírios em nível militar, ou demos nenhuma indicação da nossa programação em alvos específicos. O secretário Kerry não mandou uma carta para o regime sírio", disse.

Até o momento, não há informações oficiais se algum combatente do EI morreu ou ficou ferido nos ataques. Segundo o Observatório Sírio, 50 posições do EI foram alvos dos bombardeios de EUA e coalizão.

A imprensa europeia destacou que a operação iniciada na noite de ontem (22) é mais ampla e complexa que a feita em agosto no Iraque. Segundo a AFP, os aviões norte-americanos também atacaram um segundo grupo jihadista, o Khorosan - composto por veteranos da Al-Qaeda.

(*) Com informações de Efe, AFP, Público, El Pais

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