Após vencer eleição, Netanyahu volta atrás e defende solução de dois Estados na região

Premiê disse que para apoiar Estado palestino, ‘circunstâncias têm que mudar’ e líderes palestinos devem romper com o grupo Hamas

Após ser eleito com uma plataforma baseada na segurança e ter garantido que "não haverá Estado Palestino" enquanto for premiê de Israel, Benjamin Netanyahu voltou atrás nesta quinta-feira (19/03). “Eu não quero uma solução de um Estado. Eu quero uma sustentável e pacífica solução de dois Estados. Mas para isso as circunstâncias têm que mudar”, afirmou, em entrevista à rede norte-americana NBC.

A mudança no tom ocorre após os Estados Unidos terem afirmado, ontem, que estão preocupados com a "retórica divisiva" usada por Netanyahu durante a campanha eleitoral, ao descartar a criação de um Estado palestino.

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Agência Efe

Durante entrevista, Netanyahu também disse estar feliz por ser premiê de 
cidadãos israelenses, árabes e judeus por igual

"O governo [Barack] Obama está profundamente preocupado com a retórica que procura marginalizar cidadãos árabe-israelenses", afirmou o porta-voz, Josh Earnest, aos jornalistas. Essa retórica "é profundamente preocupante e divisiva" e, além disso, "solapa os valores e ideais democráticos" que são uma "parte importante do que une Estados Unidos e Israel", acrescentou.

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Durante a entrevista, Netanyahu ressaltou que Estados Unidos e Israel são um para o outro os melhores aliados e que não há outra alternativa a não ser trabalharem juntos.

Relação com Palestina

O líder israelense ressaltou, no entanto, que ele não pode apoiar um Estado palestino enquanto os líderes palestinos em Gaza mantiverem acordos com o grupo Hamas e enquanto não se comprometerem com “sinceras negociações de paz com Israel”. Desde meados de 2014, as facções Fatah e Hamas formam um governo de unidade na Palestina. A medida foi veementemente criticada por Israel.

Agência Efe

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Netanyahu também expressou preocupação de que a retirada de Israel da Faixa de Gaza possa possibilitar acordos entre o Hamas e o grupo jihadista Estado Islâmico.

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“Desta forma, nós precisamos de condições de reconhecimento de um Estado judeu e segurança real para ter uma solução de dois Estados realista”, disse o primeiro-ministro.

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Ele ressaltou ainda que para que isso seja aceitável, são necessárias “negociações reais com pessoas que estão comprometidas com a paz” e completou: “nós estamos. É hora de comprovarmos se eles estão comprometidos também”.

Discurso no Congresso dos EUA

Com relação à polêmica em torno da fala que ele fez no Congresso dos Estados Unidos, a convite do Partido Republicano, e que causou tensão na administração do governo de Barack Obama, Netanyahu afirmou que não quis faltar com respeito ou agir com qualquer partidarismo: “eu estava simplesmente falando de algo que eu entendo que pode colocar em risco a existência do Estado de Israel. Eu me senti na obrigação de falar sobre isso lá”.

A fala faz referência ao acordo nuclear negociado entre Teerã e seis potências mundiais. Segundo ele o pacto, além de não “prevenir que o Irã tenha acesso a armas nucleares, vai garantir que isso ocorra” e “tornará o Oriente Médio pior”. Em resposta, o governo iraniano classificou a postura como “iranofobia” e qualificou o discurso como "um espetáculo cheio de enganos".

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